No maior colégio eleitoral do Brasil, Ricardo Nunes vence Guilherme Boulos no segundo turno
Por Dandara Barreto | 28/10/2024 08:30 e atualizado em 28/10/2024
Crédito: Divulgação
O prefeito Ricardo Nunes (MDB), 56, derrotou Guilherme Boulos (PSOL), 42, no segundo turno da eleição para a Prefeitura de São Paulo e se reelegeu neste domingo (27) para um novo mandato de quatro anos.
Com 100% das urnas apuradas, Nunes teve 59,35% dos votos, contra 40,65% de Boulos.
O desempenho do deputado federal é semelhante ao de 2020, quando não tinha o PT em sua coligação, atingiu 40,62% e perdeu para o ex-prefeito Bruno Covas (PSDB), que se elegeu com 59,38%.
Naquele ano, Boulos conquistou 2.168.109 votos, um pouco menos do que agora (2.323.901).
Nunes assumiu a administração da capital paulista em maio de 2021, após a morte por câncer de Covas, de quem era vice-prefeito. Antes disso, o emedebista nascido na periferia da zona sul foi vereador por dois mandatos e se projetou na região a partir da atividade empresarial no ramo da dedetização.
Ao contrário da campanha de 2020, o pleito deste ano ficou marcado por episódios de agressividade, principalmente no primeiro turno, por causa da participação de Pablo Marçal, alvo de uma cadeirada em debate e responsável por ofensas e factoides.
Neste domingo (27), houve troca de acusações entre as campanhas de Nunes e Boulos a partir de uma declaração do governador Tarcísio de Freitas (Republicamos), aliado do prefeito, dizendo, sem, que o PCC (Primeiro Comando da Capital) orientou voto no candidato do PSOL.
Segundo o governador e a Secretaria de Segurança Pública, a inteligência da polícia interceptou esse tipo de mensagem.
Boulos chamou a declaração de “uma vergonha” e disse ser o “laudo falso” do segundo turno, em referência ao documento forjado sobre uso de cocaína divulgado na primeira etapa da campanha por Marçal. O deputado ajuizou uma ação na Justiça Eleitoral pedindo a inelegibilidade de Nunes e de Tarcísio.
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