Saiba riscos de medicar um pet sem orientação veterinária
Por Hamurabi Dias | 29/03/2025 17:30 e atualizado em 29/03/2025
Foto: Divulgação
Ter um animal de estimação requer muitos cuidados, ainda mais em momentos de aparecimento de doenças. São nessas situações que alguns tutores fazem uma escolha inadequada: ao invés de procurar auxílio de um médico veterinário, optam pela medicação sem prescrição. Essa atitude, além de mascarar o quadro e gerar efeitos colaterais, pode levar à morte. Os perigos costumam ser maiores com a administração de medicamentos de uso humano.
“O paracetamol, por exemplo, é extremamente tóxico para gatos, uma vez que provoca alterações nos glóbulos vermelhos e danos ao fígado. Anti-inflamatórios não esteroidais, como ibuprofeno e diclofenaco, também são altamente prejudiciais aos cães e felinos, causando insuficiência renal e úlceras gastrointestinais”, afirma a médica veterinária Simone Freitas.
De acordo com a profissional, remédios para depressão e xilitol, um adoçante comum em produtos sem açúcar, são igualmente perigosos. Como cada espécie é sensível a determinadas dosagens e categorias de fármacos, uma das principais consequências é a intoxicação. Os sintomas variam conforme os princípios ativos, mas os indícios em comum incluem vômitos, diarreia, salivação excessiva, diminuição da energia (letargia), incoordenação motora, tremores, convulsões e até mesmo o estado de coma.
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O que fazer em caso de reação?
Todos os medicamentos devem ser indicados e administrados sob orientação veterinária, mesmo que o médico já tenha recomendado para outro cão ou gato com problema de saúde semelhante. Simone Freitas ainda reforça que, diante de reações adversas, o ideal é suspender a medicação e buscar ajuda profissional.
Em caso de ingestão acidental, geralmente motivada por produtos e materiais deixados ao alcance, o pet precisa ser encaminhado imediatamente para atendimento. “Na presença do veterinário, o mais importante é descrever os detalhes sobre quantidade, via de aplicação e horário de ingestão”, destaca a especialista.
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