Mantida prisão do general Walter Braga Netto, acusado de obstruir investigação sobre tentativa de golpe de Estado
Por Hamurabi Dias | 17/07/2025 10:17 e atualizado em 17/07/2025
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Resumo da notícia
- O ministro Alexandre de Moraes decidiu manter a prisão preventiva do general da reserva Walter Braga Netto, acusado de obstruir investigações sobre tentativa de golpe para impedir a posse de Lula em 2023.
- A defesa alegou que o processo está próximo do julgamento final e pediu a soltura, mas Moraes entendeu que a prisão é necessária para garantir a ordem pública e a aplicação da lei, diante da gravidade dos fatos.
- A Polícia Federal apontou Braga Netto como um dos articuladores do plano golpista e afirmou que ele tentou acessar dados sigilosos da delação de Mauro Cid; a defesa nega envolvimento em obstrução.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu na última quarta-feira (16) manter a prisão do general Walter Braga Netto.
General da reserva e vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, o militar está preso desde dezembro do ano passado sob a acusação de obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado no país para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ministro negou pedido de soltura feito pela defesa do general, que ocupou os cargos de ministros da Casa Civil e da Defesa na gestão de Bolsonaro. Segundos os advogados, a ação penal do Núcleo 1 da trama golpista caminha para o julgamento final, e não há motivos para a manutenção da prisão.
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Apesar de argumentação apresentada pela defesa, Moraes entendeu que a prisão de Braga Netto deve ser mantida.
“A situação fática permanece inalterada, tendo sido demonstrada a necessidade da manutenção da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal e resguardar a ordem pública, em face do perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado e dos fortes indícios da gravidade concreta dos delitos imputados”, decidiu o ministro.
Durante as investigações, a Polícia Federal identificou que o general, réu por ser um dos principais articuladores do plano golpista, tentou obter dados sigilosos da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Após a prisão, a defesa negou que Braga Netto tenha obstruído as investigações.
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