Pessoas com HIV relatam assédio após vazamento de nomes em Feira de Santana
Por Dandara Barreto | 30/09/2025 15:22 e atualizado em 30/09/2025
Imagem gerada por I.A
Resumo da notícia
- Pessoas que tiveram seus nomes divulgados no Diário Oficial como beneficiárias do Passe Livre para portadores de HIV/AIDS relatam assédio de uma empresa que oferece serviços jurídicos e previdenciários, apesar de apenas nomes e registros internos terem sido publicados.
- O caso é investigado pelo Ministério Público e acompanhado pela Defensoria Pública, mas as vítimas ainda não sabem se haverá ação coletiva ou individual, o que gera insegurança sobre os próximos passos legais.
- Além da violação de dados sensíveis, os afetados relatam preconceito, comentários discriminatórios nas redes sociais e sensação de vulnerabilidade diante da exposição pública e da exploração por empresas.
Pessoas que tiveram seus nomes expostos na lista de beneficiários do Passe Livre para portadores de HIV/AIDS, publicada de forma indevida no Diário Oficial de Feira de Santana, afirmam que são alvos de assédio por parte de uma empresa de assessoria e acompanhamento previdenciário.
Segundo os relatos, representantes da empresa entraram em contato direto com vítimas da divulgação, oferecendo serviços jurídicos e previdenciários. A principal preocupação é entender como a instituição conseguiu acesso aos números de telefone, uma vez que o Diário Oficial havia divulgado apenas os nomes completos e registros internos de acompanhamento.
“Uma empresa entrou em contato comigo e com um amigo que também está na lista criminosa divulgada pela prefeitura. O que nos choca é como eles conseguiram nossos contatos pessoais. Meu número não foi publicado em lugar nenhum, apenas meu nome. A gente fica sem entender até onde isso vai”, disse uma das pessoas afetadas.
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O caso já está sendo investigado pelo Ministério Público e também foi levado à Defensoria Pública. No entanto, ainda existem dúvidas sobre o caminho judicial a ser seguido. “Existe um promotor designado, mas na Defensoria não souberam nos explicar se haverá uma ação coletiva ou se poderemos mover ações individuais. Ficamos sem clareza sobre o que vai acontecer”, relatou outra vítima.
Além da violação de direitos e da exposição ilegal de dados sensíveis, os entrevistados destacam que a situação reacende o preconceito social contra pessoas que vivem com HIV. “As pessoas não sabem diferenciar o que é viver com HIV e o que é ter AIDS. Os comentários que a gente vê nas redes são estarrecedores. É uma violência que não para”, afirmou um dos relatos.
As vítimas reforçam que, enquanto aguardam providências da Justiça, seguem expostas e vulneráveis. “A gente busca apoio jurídico, mas, ao mesmo tempo, é assediado por empresas que se aproveitam da situação. Precisamos de proteção e respeito”, conclui a denúncia.
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