Rapper P. Diddy é condenado a quatro anos de prisão por exploração sexual e tráfico de prostituição
Por Yasmin Mota | 04/10/2025 06:52 e atualizado em 05/10/2025
Foto: Foto: Chester Higgins Jr./The New York Times
Resumo da notícia
- O rapper Sean “Diddy” Combs foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por transporte de mulheres com fins de prostituição, com base na Lei Mann. Ele foi absolvido de acusações mais graves como tráfico sexual e conspiração para extorsão.
- Durante o julgamento iniciado em maio, surgiram relatos de abusos psicológicos e coerção ao longo de duas décadas. As vítimas citadas incluem a cantora Cassie Ventura e uma mulher identificada como “Jane”.
- Detido desde 2024, Diddy teve pedidos de liberdade negados. Na audiência final, suas filhas pediram clemência ao juiz, destacando a importância da presença do pai após a morte da mãe.
O rapper e empresário Sean “Diddy” Combs foi condenado, nesta sexta-feira (3), a 4 anos e 2 meses de prisão pelo Tribunal Federal de Manhattan. A pena se refere a acusações ligadas ao transporte de mulheres com fins de prostituição, com base na Lei Mann, que proíbe o deslocamento de pessoas entre estados para exploração sexual.
Combs, no entanto, foi absolvido das denúncias mais graves, como tráfico sexual e conspiração para extorsão. Entre as vítimas citadas no processo estão a cantora Cassie Ventura, ex-namorada do artista, e outra mulher identificada apenas como “Jane”.
O julgamento, iniciado em maio deste ano, trouxe à tona relatos de abusos que teriam ocorrido por mais de duas décadas. Testemunhas descreveram episódios de coerção, intimidação e manipulação psicológica. A defesa alegou que a acusação foi construída de forma “exagerada” e criticou a condução do caso.
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Filhos fazem apelo
Detido desde setembro de 2024, Diddy já havia tido diversos pedidos de liberdade sob fiança negados. Durante a audiência final, os filhos do rapper pediram clemência ao juiz. “Não estamos aqui para justificar nenhum de seus erros, mas, meritíssimo, ele ainda é nosso pai e ainda precisamos que ele esteja presente em nossas vidas”, disse Jessie Combs, de 18 anos.
A irmã gêmea de Jessie, D’Lila Combs, também fez um apelo, lembrando que a mãe delas morreu em 2018. “Já perdemos muito. Por favor, meritíssimo, dê à nossa família a chance de nos curarmos juntos”, afirmou.
Em setembro, familiares e amigos já haviam enviado mais de 70 cartas a um juiz federal solicitando clemência. Apesar das manifestações, a Justiça norte-americana fixou a pena em quatro anos, dentro dos parâmetros previstos pelas diretrizes federais.
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