Dia Mundial de Prevenção ao AVC: especialista reforça importância do atendimento rápido
Por Hamurabi Dias | 22/10/2025 17:26 e atualizado em 22/10/2025
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), referência no tratamento de AVC na Bahia, alerta para a necessidade de reconhecer os sinais precoces e buscar atendimento dentro das primeiras 4h30 após o início dos sintomas, período em que é possível realizar a trombólise e reduzir sequelas.
- Em 2024, o HGCA registrou 1.400 atendimentos por AVC. Embora a maioria dos casos ocorra entre 65 e 75 anos, há aumento entre jovens, especialmente mulheres abaixo dos 50, devido a fatores como uso de anticoncepcionais, tabagismo, estresse e hipertensão.
- O AVC segue como uma das principais causas de morte no Brasil, com mais de 84 mil óbitos em 2024. A neurologista Renata Nunes reforça que reconhecer sintomas como fraqueza, fala comprometida e desvio da boca é essencial, destacando o papel do HGCA como centro de referência com equipe neurológica 24 horas.
O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), referência em atendimento a vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) na Bahia, reforça o Dia Mundial de Prevenção ao AVC, celebrado em 29 de outubro, sobre a importância do reconhecimento precoce dos sinais da doença e da chegada rápida ao hospital. A unidade, que é centro de referência estadual para o tratamento de urgência e emergência neurológica, registrou 1.400 atendimentos a vítimas de AVC em 2024 e, até agosto deste ano, já ultrapassou a marca de 600 casos, entre isquêmicos e hemorrágicos.
De acordo com a neurologista Renata Nunes, coordenadora do Serviço de Neurologia do HGCA, o desafio ainda está no tempo entre o início dos sintomas e o atendimento hospitalar.
“O número de pacientes que consegue chegar nas primeiras 4h30 após o início dos sintomas ainda é menor do que o ideal. Nesse período, conseguimos realizar a trombólise, um tratamento que pode reverter o quadro e reduzir as sequelas. Em 2025, 67 pacientes chegaram dentro dessa janela e puderam receber essa terapia com sucesso”, explicou a médica.
A especialista destaca que, embora a maior parte dos casos ainda ocorra em pessoas com idade entre 65 e 75 anos, há um crescimento preocupante de episódios em pacientes jovens, principalmente mulheres com menos de 50 anos.
“O AVC não é uma doença apenas de idosos. Temos visto um aumento expressivo em pessoas jovens, muitas vezes relacionado ao uso de anticoncepcionais, tabagismo, estresse e hipertensão descontrolada”, alerta Renata Nunes.
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Um problema de saúde pública crescente
No Brasil, o AVC continua entre as principais causas de morte e incapacidade. Dados do Ministério da Saúde e do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil (2025) apontam que, somente em 2024, mais de 84 mil brasileiros morreram em decorrência da doença — o equivalente a uma morte a cada sete minutos. O AVC isquêmico representa cerca de 85% dos casos, enquanto o hemorrágico, embora menos frequente, é o mais letal.
Um estudo publicado pela Revista F&T (2025) mostra que a faixa etária mais atingida concentra-se entre 70 e 79 anos, mas os casos em pessoas com menos de 50 anos aumentaram 15% nos últimos anos. Fatores como obesidade, sedentarismo, má alimentação e o consumo de álcool e cigarro têm contribuído para o surgimento precoce da doença.
Prevenção e reconhecimento dos sinais
Para a neurologista, a informação ainda é a principal ferramenta de prevenção. “Reconhecer os sinais é o primeiro passo para salvar vidas. Fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, perda da visão e desvio da boca são sintomas de alerta. Ao perceber qualquer um deles, é preciso agir rápido e buscar imediatamente um hospital de referência”, reforça a médica.
O HGCA é um dos principais centros públicos da Bahia a realizar o protocolo de trombólise e a contar com equipe neurológica de plantão 24 horas, oferecendo atendimento especializado a toda a macrorregião centro-leste do estado.
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