Operação Acesso Remoto apura fraude na comercialização de combustíveis na região de Salvador
Por Hamurabi Dias | 28/01/2026 16:42 e atualizado em 28/01/2026
Foto: Bruno Ricardo/ASCOM/PCBA
Resumo da notícia
- A Polícia Civil realizou a Operação Acesso Remoto para investigar fraudes e adulteração de combustíveis em postos da Região Metropolitana de Salvador.
- A suspeita é de uso de chips e mecanismos eletrônicos subterrâneos para manipular o volume e a composição dos combustíveis vendidos.
- Foram cumpridos mandados em Lauro de Freitas e Simões Filho, com apoio da ANP, DPT e Ibametro; celulares foram apreendidos e as investigações continuam.
A Operação Acesso Remoto foi deflagrada, pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (28) para apurar a suposta prática de adulteração e fraude na comercialização de combustíveis em postos localizados na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A ação cumpre sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Lauro de Freitas e Simões Filho.
As investigações tiveram início após a Delegacia de Defesa do Consumidor (DECON) receber representação do Ministério Público, apontando a existência de uma organização criminosa voltada à adulteração de combustíveis por meio da instalação de mecanismos eletrônicos subterrâneos, acionados remotamente. Segundo a apuração, os dispositivos permitiriam a manipulação do volume e da composição química dos produtos comercializados.
Imagens por Bruno Ricardo/ASCOM/PCBA
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De acordo com o inquérito, a tecnologia empregada envolve a inserção de chips eletrônicos em bombas de combustíveis e válvulas subterrâneas, estrutura que demanda obra de engenharia especializada, o que dificulta a identificação das fraudes em fiscalizações convencionais. Diante dos indícios, a DECON representou judicialmente pelos mandados de busca e apreensão, com o objetivo de permitir o acesso a todos os compartimentos dos postos investigados, a fim de verificar a existência de adulteração dos combustíveis.
Imagens por Bruno Ricardo/ASCOM/PCBA
A operação conta com o apoio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e do Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro). As diligências seguem em andamento. Até o momento, foram apreendidos aparelhos celulares, que serão periciados.
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