Força-tarefa contra mosquito aedes aegypti no bairro Queimadinha, em Feira de Santana, conta com mais de 30 agentes
Feira de Santana

Força-tarefa contra mosquito aedes aegypti no bairro Queimadinha, em Feira de Santana, conta com mais de 30 agentes

Força-tarefa contra mosquito aedes aegypti no bairro Queimadinha, em Feira de Santana, conta com mais de 30 agentes Foto: Eduarda Cerqueira

Resumo da notícia

  • A Secretaria Municipal de Saúde iniciou uma força-tarefa no bairro com equipes de combate às endemias que permanecerão no local pelos próximos 20 dias para vistoriar imóveis e eliminar criadouros do Aedes aegypti.
  • Feira de Santana registra 313 notificações da doença em 2026, com 201 casos confirmados, número muito superior ao mesmo período de 2025, quando haviam sido confirmados apenas 15 casos.
  • Além das visitas e aplicação de larvicidas e bloqueio químico, os agentes reforçam orientações para eliminação de recipientes com água parada e destacam a importância da colaboração dos moradores para reduzir a proliferação do mosquito.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Centro de Combate às Endemias, iniciou nesta quarta-feira (15) uma força-tarefa no bairro Queimadinha para intensificar o enfrentamento ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Mais de 30 agentes de combate às endemias, parte deles remanejada de outras áreas do município, atuam em duas frentes de trabalho que permanecerão no bairro pelos próximos 20 dias. A meta é visitar todos os imóveis, identificar e eliminar criadouros do mosquito e ampliar as ações de prevenção junto aos moradores.

A Queimadinha e o Tomba, onde as equipes concentraram as ações de bloqueio vetorial e visitas domiciliares no último mês, estão entre as localidades que registram maior número de notificações de arboviroses no município.

De acordo com a coordenadora do Centro de Combate às Endemias, Priscila Soares, embora Feira de Santana mantenha monitoramento permanente de todas as arboviroses, o cenário epidemiológico deste ano chama atenção pelo aumento expressivo das notificações de chikungunya.

Até o momento, Feira de Santana contabiliza 313 notificações de chikungunya, das quais 201 já foram confirmadas. No mesmo período de 2025, haviam sido registradas apenas 24 notificações e 15 confirmações. Ao longo de todo o ano passado, o município encerrou com 35 casos notificados e 23 confirmados.

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Em relação à dengue, entre janeiro e 7 de julho deste ano, Feira notificou 1.373 casos suspeitos. Destes, 96 foram confirmados por exame laboratorial, 107 tiveram resultado inconclusivo e os demais permanecem em investigação. No mesmo período de 2025, haviam sido notificados 1.371 casos, com 143 confirmações. Ao longo de todo o ano passado foram registrados 2.398 casos notificados e 204 confirmados. 

“A concentração das equipes permite ampliar a cobertura das visitas domiciliares e interromper a cadeia de transmissão do mosquito nas áreas com maior número de notificações. Essa força-tarefa tem como objetivo proteger a população, especialmente neste período de maior ocorrência de chuvas”, destaca Priscila Soares.

O trabalho realizado pelas equipes vai muito além da inspeção dos imóveis. Durante as visitas, os profissionais orientam os moradores sobre medidas preventivas, identificam e eliminam possíveis criadouros, aplicam o larvicida quando necessário e utilizam bomba costal motorizada para o bloqueio químico em situações indicadas.

“O primeiro trabalho é educativo. Os agentes orientam os moradores, verificam cada possível criadouro e, quando necessário, aplicam o larvicida. Também reforçam que qualquer recipiente pode acumular água e servir para a reprodução do mosquito, desde uma tampa de garrafa até o bocal de uma caneta”, explica.

ATENÇÃO REDOBRADA

O agente de endemias Nelson Rodrigues alerta que o ciclo de desenvolvimento do Aedes aegypti é bastante rápido. Em condições favoráveis, o mosquito leva de sete a dez dias entre a postura dos ovos e a fase adulta. Além disso, os ovos podem permanecer viáveis por mais de um ano e eclodir assim que entram em contato com a água.

Com a ocorrência de chuvas, a atenção da população deve ser redobrada. “Mesmo precipitações de menor intensidade favorecem o acúmulo de água em recipientes espalhados pelos quintais. Em seguida, com a elevação da temperatura, o ambiente torna-se ainda mais propício para a proliferação do mosquito”, ressalta.

O profissional da Saúde reforça que a participação da população é indispensável para conter o avanço das arboviroses. A orientação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, manter caixas d’água devidamente vedadas, limpar calhas, descartar corretamente pneus e outros materiais inservíveis e permitir o acesso dos agentes durante as visitas domiciliares.

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