Thalita Rebouças, Luiz Simas e Tia Má movimentam penúltimo dia do FLIFS, em Feira de Santana
Por Yasmin Mota | 30/08/2026 18:37 e atualizado em 30/08/2026
Foto: Joy Freitas
Resumo da notícia
- O penúltimo dia do FLIFS teve encontros com Thalita Rebouças, Luiz Simas e Tia Má, abordando leitura, cultura, pensamento crítico, representatividade e novas narrativas.
- A programação também contou com um momento cosplay, reunindo personagens, criatividade e participantes de diferentes idades.
- A banda 80 na Pista encerrou a programação do dia com sucessos nostálgicos, colocando o público para cantar e dançar.
O penúltimo dia da 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS) foi marcado por encontros que aproximaram literatura, comunicação, representatividade e cultura pop. Ao longo da programação, o público acompanhou conversas com nomes que transitam por diferentes linguagens e gerações, além de participar de momentos de interação com o público. Entre os destaques do dia estiveram as participações da escritora Thalita Rebouças, do pesquisador Luiz Simas e da jornalista e influenciadora Tia Má.
Conhecida por sua trajetória na literatura voltada principalmente ao público jovem, Thalita Rebouças levou ao FLIFS uma conversa sobre livros, leitura e a relação construída com seus leitores ao longo dos anos. Autora de obras que conquistaram diferentes gerações, a escritora destacou a importância de aproximar a literatura do cotidiano e de criar histórias capazes de dialogar com experiências reais.
“Gosto muito de formar leitores, de aproximar os jovens da leitura e da literatura. Fico feliz em saber que meus livros normalmente são os primeiros livros dos adolescentes. Tenho muito orgulho quando eles se identificam com as histórias contadas por mim”, afirmou Thalita Rebouças.
A presença da escritora também reforçou uma das características do FLIFS: transformar o encontro com autores em uma experiência que ultrapassa as páginas dos livros. Para crianças, adolescentes e adultos, a programação possibilitou o contato direto com quem produz literatura e contribuiu para fortalecer o vínculo entre leitores e escritores.
Outro destaque do dia foi a participação de Luiz Simas, que trouxe para o festival reflexões sobre cultura, literatura e os caminhos possíveis para ampliar o acesso às diferentes formas de expressão artística. O encontro também ressaltou o papel dos eventos literários na formação de novos leitores, na democratização do acesso à cultura e principalmente, na importância de desenvolver o pensamento crítico.
“O mais importante é a gente entender que o livro te coloca diante da necessidade de reconhecer o outro: outras perspectivas, outras culturas, outras variáveis. A partir disso, a gente consegue ter condições de pensar em um país mais justo e menos desigual”, destacou Luiz Simas.
A programação também abriu espaço para discussões sobre representatividade e os lugares ocupados por diferentes vozes na sociedade. Tia Má participou de um dos encontros do dia, levando para o público sua experiência como influenciadora e reflexões sobre identidade, representação e a importância de ocupar espaços de fala.
Ao longo da conversa, a jornalista destacou como a construção de novas narrativas pode contribuir para ampliar perspectivas e questionar representações que, durante muito tempo, foram reproduzidas de maneira limitada na mídia e na sociedade.
“É fundamental você estar em um lugar onde possa ouvir todo tipo de ideia. Eu sou a favor das divergências para construir novas possibilidades. Então, democracia é isso: um espaço onde todas as pessoas possam se expressar de forma livre e sem preconceito”, disse Tia Má.
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Além das mesas e encontros literários, o penúltimo dia do FLIFS também foi marcado pela presença da cultura pop, em um momento cosplay que trouxe personagens, criatividade e descontração para o festival. A atividade ampliou a diversidade da programação e mostrou como diferentes manifestações culturais podem dialogar dentro de um mesmo espaço.
A participação do público ajudou a transformar o momento em uma celebração da criatividade, reunindo pessoas de diferentes idades e interesses. Com fantasias e caracterizações inspiradas em personagens conhecidos, o cosplay acrescentou um novo elemento à programação do festival e reforçou a proposta de reunir literatura, arte e cultura em suas mais variadas formas.
O encerramento ficou por conta da música. Em clima de rock, a banda 80 na pista subiu ao palco para fechar a noite com um repertório marcado pela nostalgia e por sucessos que atravessam gerações. A apresentação levou o público a cantar, dançar e aproveitar os últimos momentos do penúltimo dia do festival.
A diversidade de atrações reafirmou a proposta do FLIFS de ser um espaço de encontros. Entre livros, debates, representatividade, personagens e música, o festival mostrou que a literatura pode estabelecer diálogos com diferentes manifestações culturais e alcançar públicos diversos.
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