Supremo Tribunal Federal arquiva pedido de apuração contra vice de Flávio Bolsonaro por suspeitas de estupro
Por Yasmin Mota | 07/10/2026 10:22 e atualizado em 07/10/2026
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Resumo da notícia
- O ministro Gilmar Mendes determinou o arquivamento da notícia de fato contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), após a PGR concluir que não havia elementos suficientes para justificar a abertura de investigação.
- Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS) acusaram Gaspar de estupro de vulnerável e suborno. O deputado negou as acusações e afirmou ser vítima de denunciação caluniosa.
- Vice na chapa de Flávio Bolsonaro à Presidência, o parlamentar voltou a contestar as acusações e afirmou estar disposto a prestar depoimentos e realizar exames. Ele também pediu publicamente a realização de um teste de DNA como forma de apresentar uma comprovação científica sobre o caso.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (6) o arquivamento do pedido para investigar o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) por suspeitas de estupro e suborno. A decisão foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) concluir que não havia elementos suficientes para justificar a abertura de uma apuração.
Alfredo Gaspar é o candidato a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A acusação contra o parlamentar foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a sessão que encerrou a CPMI do INSS.
Na ocasião, os parlamentares afirmaram que Gaspar teria cometido estupro de vulnerável contra uma menor de idade e que uma filha teria sido concebida em decorrência da violência. Eles não apresentaram publicamente detalhes sobre o caso, mas informaram ter encaminhado dados adicionais à Polícia Federal.
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A notícia de fato foi apresentada por integrantes da base do governo para solicitar a abertura de um inquérito. O pedido ocorreu enquanto Gaspar, na condição de relator da CPMI que investigava fraudes em descontos aplicados a aposentadorias, apresentava conclusões que atingiam integrantes do governo. No relatório, ele pediu o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fábio Luís da Silva, o Lulinha.
Gaspar negou as acusações e afirmou ser vítima de denunciação caluniosa por parte dos parlamentares governistas. O deputado também declarou estar disposto a realizar depoimentos e exames necessários para comprovar sua versão.
Após ser anunciado como vice de Flávio Bolsonaro, Gaspar voltou a contestar a acusação e pediu publicamente que um exame de DNA fosse realizado. Segundo ele, o teste seria uma forma de apresentar uma comprovação científica sobre o caso.
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