Cão Orelha: Polícia pede internação de adolescente e indicia adultos
Por Yasmin Mota | 04/02/2026 10:03 e atualizado em 05/02/2026
Foto: Polícia Civil de Santa Catarina
Resumo da notícia
- A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre a morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, confirmando o envolvimento de adolescentes no crime.
- A polícia pediu a internação de um dos adolescentes apontado como autor das agressões e indiciou três adultos por coação a testemunha; no caso do cão Caramelo, quatro adolescentes foram responsabilizados.
- O caso tramita em segredo de justiça, contou com depoimentos de 24 testemunhas, análise de mais de mil horas de imagens e uso de software especializado para confirmar a autoria.
A investigação sobre a morte do cão orelha foi concluída pela polícia civil de Santa Catarina (PCSC) nesta terça-feira (3). De acordo com o inquérito, ficou comprovado que o crime, ocorrido na praia brava, em Florianópolis, teve envolvimento de adolescentes. A Polícia pediu a internação de um dos jovens e indiciou três adultos por coação a testemunha.
As investigações sobre as agressões contra o cão caramelo também foram finalizadas. Quatro adolescentes foram representados no caso.
Por envolver menores de idade, o processo tramita em segredo de justiça, segundo informou o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
Ao todo, a Polícia Civil ouviu 24 testemunhas e investigou oito adolescentes. entre as provas reunidas estão roupas usadas pelo autor no dia do crime, identificadas em imagens de câmeras de segurança.
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Para identificar o responsável pelas agressões que levaram à morte de orelha, os investigadores analisaram mais de mil horas de gravações de 14 equipamentos instalados na região. um software francês, utilizado pela corporação, também ajudou a confirmar a localização do adolescente no momento do ataque.
As investigações foram conduzidas seguindo os parâmetros do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O inquérito foi concluído após o depoimento do autor, ouvido nesta semana.
Os procedimentos policiais dos casos orelha e caramelo foram encaminhados ao Ministério Público e ao judiciário.
Diante da gravidade das agressões, a Polícia Civil solicitou a internação do adolescente apontado como autor da morte de orelha — medida equivalente à prisão no sistema socioeducativo.
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