Valor da arroba do boi gordo em Feira de Santana atinge maior patamar desde início de 2026
Por Hamurabi Dias | 03/03/2026 17:47 e atualizado em 03/03/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- O preço da arroba do boi gordo em Feira de Santana chegou a R$ 350, segundo a Cooperfeira, maior valor registrado em 2026 e acima do mesmo período de 2025.
- As chuvas na Bahia reduziram a disponibilidade de animais prontos para abate, dificultaram o transporte nas zonas rurais e fizeram produtores manterem o gado no pasto para ganho de peso, aumentando o poder de negociação.
- No Frifeira, o abate voltou à média de 500 animais por dia, parte deles vindos do Centro-Oeste. Mesmo assim, as escalas seguem reduzidas, refletindo a oferta restrita no mercado físico.
A arroba do boi gordo chegou a R$ 350 na região de Feira de Santana, segundo levantamento da Cooperfeira, consolidando uma sequência de alta nas últimas três semanas. O valor representa o maior patamar do ano e supera as cotações registradas no mesmo período de 2025.
A trajetória de valorização começou em janeiro, quando a arroba girava entre R$ 310 e R$ 315, avançou para a faixa de R$ 320 a R$ 330 em fevereiro, fechou o mês a R$ 340 e agora alcança R$ 350, acumulando forte valorização no primeiro trimestre.
O principal fator é a escassez de animais prontos para abate. As chuvas que vêm atingindo praticamente todas as regiões da Bahia reduziram a oferta imediata. O produtor prefere manter o boi no pasto para ganho de peso, após meses de estiagem. Além disso, já há registros de dificuldade de acesso às propriedades rurais, com estradas enlameadas e risco de caminhões ficarem atolados, o que limita a retirada dos animais e interfere diretamente na formação da oferta.
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No Frifeira, frigorífico do grupo Cooperfeira, o volume de abate, que na semana passada havia caído cerca de 160 animais por dia, voltou ao patamar médio de aproximadamente 500 cabeças neste início de semana. A regularização, no entanto, não indica aumento da oferta local. Parte do gado abatido foi adquirida fora do estado, no Centro-Oeste, para garantir a escala.
De modo geral, frigoríficos estão trabalhando com escalas de abate reduzidas, muitas vezes inferiores a seis dias, o que confirma a dificuldade em encontrar lotes disponíveis no mercado físico. Quem tem boi pronto encontra comprador imediato, ampliando o poder de barganha do pecuarista.
A alta do boi gordo na Bahia acompanha movimento nacional, impulsionado pela oferta restrita pelas chuvas e pela demanda externa aquecida.
Os valores divulgados pela Cooperfeira são baseados em informações repassadas por compradores que realizam abate no Frifeira e servem como referência de mercado, podendo oscilar conforme a movimentação diária.
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