18ª edição do Festival Literário de Feira de Santana é aberta oficialmente; evento segue até domingo, 28
Por Hamurabi Dias | 24/09/2025 15:42 e atualizado em 24/09/2025
Foto: Bernardo Bezerra
Resumo da notícia
- A 18ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS) foi aberta nesta terça-feira (23) na Praça Padre Ovídio, com cerimônia oficial, homenagens ao músico Carlos Pitta e show de Márcia Porto.
- Criado pela UEFS e Sesc, o festival é pioneiro na Bahia, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado, e tem como tema “FLIFS, 18 anos formando leitores”, reforçando o papel de formação crítica, social e cultural.
- O evento segue até domingo (28) com participação de autores de nove estados, 19 mesas literárias, 77 lançamentos de livros, oficinas, exposições, feira de empreendedorismo popular, além de shows musicais de artistas como Maryzelia, Ilê Aiyê, Jau e Pretinho da Serrinha.
A Praça Padre Ovídio é do povo, dos livros, da troca de conhecimento e de diversas expressões culturais. Com pluralidade de conteúdos e programação variada, começou nesta terça-feira (23) mais uma edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS), realizado pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e pelo Sesc. Há 18 anos o evento promove gratuitamente literatura e contribui na formação de leitores. São quase duas décadas de compromisso social, cultural e educacional com os baianos, especialmente com os que estão no interior. Um momento de congregação e valorização da produção contemporânea e da cultura popular.
A cerimônia de abertura, na primeira noite do festival, contou com a presença do secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, representando o governador Jerônimo Rodrigues, do secretário de Cultura de Feira de Santana, Cristiano Lôbo, representando o prefeito José Ronaldo de Carvalho, da vice-reitora da UEFS, Rita Brêda, dos vereadores Professor Ivamberg e Silvio Dias e de representantes das instituições parceiras. A terça-feira encerrou com show de Márcia Porto e artistas convidados fazendo um tributo ao músico feirense Carlos Pitta (1955-2025).

Márcia Freire em tributo ao músico feirense Carlos Pitta | Foto: Bernardo Bezerra
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O festival começou como Feira do Livro sendo, inclusive, o primeiro evento dessa natureza a ser realizado na Bahia. A reitora da UEFS, Amali Mussi, destacou o pioneirismo do FLIFS e a importância do evento para o calendário cultural de Feira de Santana e expansão de encontros similares em outras cidades. “Já recebemos pessoas de outros estados que vieram se inspirar no nosso evento. O FLIFS nasce pensando na formação leitora e hoje carrega uma grande responsabilidade de formação emancipadora, transformação social e luta e resistência por direitos. O FLIFS ganhou uma dimensão que é compartilhada por todos os cidadãos que lutam por um país soberano e democrático”, afirmou.
A diversidade de vozes, saberes e expressões se entrelaça com o propósito de forjar novos leitores refletindo na escolha do tema desta edição: “FLIFS, 18 anos formando leitores”. O festival é um movimento cultural com formato interinstitucional e participativo. “A ideia é formar leitores de literatura que consigam, através das experiências com essas narrativas, se apropriar do texto e permitir que eles façam uma fruição correta e própria baseada na realidade, no lugar de onde eles estão. É fazer a leitura de mundo a partir de uma leitura crítica, responsável, com a oferta de um repertório diverso e plural que seja escolhido pelo próprio leitor”, afirmou a coordenadora do evento, Cristiana Oliveira.

Escritora Ana Maria Machado, cadeira 1 da Academia Brasileira de Letras | Foto: Bernardo Bezerra
Programa de Extensão da UEFS, o Festival Literário valoriza as manifestações regionais pela promoção do desenvolvimento artístico e literário. “A gente não pode perder nossa identidade. FLIFS é a cara de Feira de Santana, mas também abrimos espaço para expositores e artistas de todo o Brasil sem perder a identidade cultural da região. Condensamos a programação, sem intervalos, com atividades a todo tempo”, explicou a pró-reitora de Extensão, Taíse Bomfim.
O FLIFS, que é Patrimônio Cultural Imaterial do Estado da Bahia, segue até domingo (28) recebendo autores de nove estados do país, como Sérgio Vaz, Aline Bei, Ana Maria Machado, Paloma Amado, Ricardo Ishmael, Mariana Salomão Carrara e Emilia Nunez. O palco principal que homenageia o artista baiano Bel da Bonita, falecido em abril deste ano, vai contar com apresentações musicais de Maryzelia, convidando Pretinho da Serrinha, Ilê Aiyê e Jau. Ao todo, serão 19 conversas com escritores e mesas literárias, nove shows musicais, 77 lançamentos de livros, três oficinas, quatro exposições, 18 expositores na Feirinha FLIFS de empreendedorismo popular, além da FLIFINHA.
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