2º edição do LiterAsas é marcada pelo fomento a leitura, valorização da escrita e incentivo ao protagonismo literário
Educação

2º edição do LiterAsas é marcada pelo fomento a leitura, valorização da escrita e incentivo ao protagonismo literário

2º edição do LiterAsas é marcada pelo fomento a leitura, valorização da escrita e incentivo ao protagonismo literário Foto: Yasmin Mota

Resumo da notícia

  • Segunda edição do LiterAsas reuniu cerca de 1.500 pessoas em Feira de Santana, com escritores nacionais e internacionais, apresentações culturais e lançamentos de livros, visando estimular a leitura, criatividade e formação cidadã dos estudantes.
  • Alunos são incentivados a protagonizar suas próprias histórias em sala de aula por meio de projetos como “Contos e Recontos”. O jovem Arthur Miguel lançou seu primeiro livro, “As Aventuras de Miguel e Mia”, emocionando o público.
  • Escritores locais, como Celiah Zaiin, homenagearam a heroína Maria Quitéria, resgatando a memória histórica da região. A psicóloga e escritora Fabiana Cardeal destacou a importância da representatividade e do impacto transformador da arte e literatura para crianças e jovens.

O Colégio Asas abriu suas portas nesta segunda-feira (29) para a segunda edição do LiterAsas, um evento literário que tem como principal objetivo estimular o hábito da leitura entre os estudantes, fomentando a imaginação, a criatividade e contribuindo para a formação cidadã das crianças e adolescentes. A programação, aberta ao público, reuniu cerca de 1.500 pessoas e contou com a participação de escritores nacionais e internacionais, apresentações culturais e lançamento de livros, movimentando estudantes, convidados e famílias em Feira de Santana.

literasas

Foto: Yasmin Mota

A diretora pedagógica do Colégio Asas, Geane Cerqueira, ressaltou o papel do Literasas na formação de leitores e no projeto pedagógico.

“Nosso objetivo principal com todo esse movimento é estimular a leitura, sem dúvida nenhuma, para que esses meninos possam, de fato, voar na imaginação, na criatividade e em grandes aprendizagens”, destacou a diretora.

Segundo a equipe pedagógica, o incentivo à leitura começa na sala de aula, com projetos como “Contos e Recontos”, onde os alunos não apenas leem, mas também recriam e protagonizam histórias. 

O protagonismo estudantil, tão valorizado pela equipe pedagógica, pôde ser percebido logo na entrada do evento, com o destaque dado à mesa de lançamento do primeiro livro do estudante Arthur Miguel,  que se chama ‘As Aventuras de Miguel e Mia’.

Foto: Yasmin Mota

Em entrevista, o jovem autor expressou sua alegria e entusiasmo com a estreia no universo literário. “Estou muito feliz. Gosto muito de ler e escrever, e esse lançamento me motiva ainda mais. Agradeço aos meus amigos, que sempre estiveram ao meu lado me apoiando”, declarou o escritor mirim.

Foto: Yasmin Mota

Os escritores locais celebraram o espaço para divulgar suas obras e aproximar os leitores das histórias que nascem em Feira de Santana, como a da heroína Maria Quitéria, representada pela escritora Celiah Zaiin, que abriu o evento regendo o hino nacional e apresentou sua obra Pelos Caminhos da Independência – Duas Feirenses de Referência. Para a autora, levar o livro ao LiterAsas é uma forma de homenagear Maria Quitéria e, ao mesmo tempo, resgatar a memória local, muitas vezes esquecida pelas novas gerações.

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“É emocionante poder apresentar a trajetória de uma mulher tão forte e inspiradora como Maria Quitéria em um espaço voltado para a formação cultural de crianças e jovens. Através da literatura, conseguimos tocar corações e despertar o interesse pela história do nosso país, contada por vozes da nossa própria cidade”, afirmou Celiah Zaiin.

Foto: Yasmin Mota

A escritora, e psicóloga Fabiana Cardeal, autora do livro Era Uma Vez Uma Menina Preta, destacou a relevância de levar representatividade para crianças e jovens por meio da literatura e ressaltou a importância de eventos como esse.

“Amei essa iniciativa, estou encantada. Sou defensora da arte porque acredito que ela transforma. E o LiterAsas traz arte em vários formatos e espaços ao mesmo tempo. Isso é riquíssimo. As crianças saem daqui com um repertório ampliado e entendem que ser artista é possível, é libertador, e faz parte do processo humano”, afirmou.

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