Samba com sanfona quer espaço digno: artistas se reunirão com prefeito para discutir futuro da Praça do Tropeiro
Por Dandara Barreto | 08/07/2025 18:59 e atualizado em 08/07/2025
Foto: Jânio Rego
Resumo da notícia
- Artistas ligados ao Samba da Praça do Tropeiro se reunirão com o prefeito José Ronaldo para discutir a reforma da Praça do Tropeiro, que está degradada e sem apoio do poder público.
- O Samba da Praça do Tropeiro é uma manifestação cultural espontânea e resistente, que ocorre semanalmente, mantendo viva uma tradição musical nordestina com forte identidade local.
- Os participantes esperam que o poder público reconheça o valor histórico e social do movimento e inclua os artistas nos planos de revitalização da praça.
Na próxima sexta-feira (11), três nomes que mantêm viva a tradição do samba em Feira de Santana, o sanfoneiro Luizinho dos 8 Baixos, Marcinha Sambadeira e Mestre Paraná, se reunirão com o prefeito José Ronaldo de Carvalho, no gabinete do gestor, para dialogar sobre o futuro da Praça do Tropeiro e do movimento cultural que ali floresceu sem qualquer apoio do poder público: o Samba da Praça do Tropeiro.
A reunião foi agendada a convite do próprio prefeito e terá como pauta o projeto de reforma da praça, localizada nas imediações do Centro de Abastecimento. Apesar da degradação visível do espaço, com banheiros quebrados, acúmulo de lixo e crescente insegurança, o samba resiste. É lá que, todas as segundas-feiras, músicos, sambadores, populares e curiosos se reúnem de forma espontânea, transformando o concreto desgastado da praça em palco de celebração, memória e pertencimento.
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O Samba da Praça do Tropeiro é mais que uma roda de música: é um acontecimento cultural legítimo, que mantém viva uma tradição musical típica das feiras livres do sertão nordestino, onde o samba convive em harmonia com a sanfona, em um sotaque rítmico que é só nosso.
Mesmo sem incentivo formal, o Samba da Praça do Tropeiro ganhou corpo, ritmo e público. Toda semana, gente do bairro e de outros cantos da cidade se junta ao som dos pandeiros, triângulo, zabumba e sanfonas, num ritual de resistência cultural que ocupa e reinventa o espaço urbano.
O encontro desta sexta-feira representa, para os artistas e frequentadores da praça, uma chance de serem ouvidos e incluídos nos planos de revitalização do local. A expectativa é que o poder público reconheça o valor histórico e social do samba na praça e que, enfim, olhe com respeito para quem há anos consegue transformar abandono em resistência e alegria.
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