Alvo da Operação El Patrón, “Charutinho” é executado com 16 tiros em Feira de Santana após deixar presídio
Por Redação | 15/07/2025 08:46 e atualizado em 15/07/2025
Foto: Reprodução
Resumo da notícia
- Kleber Herculano de Jesus, conhecido como “Charutinho”, foi executado com pelo menos 16 tiros poucas horas após deixar o presídio da Mata Escura, em Salvador.
- O crime ocorreu em Feira de Santana, quando homens armados, disfarçados de policiais, interceptaram o carro onde ele estava com a esposa, advogada e motorista, e o mataram com tiros na cabeça.
- Kleber havia sido preso em 2024 na Operação El Patrón, suspeito de liderar uma facção criminosa envolvida com milícia, jogo do bicho, agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no interior da Bahia.
Kleber Herculano de Jesus, conhecido como “Charutinho”, foi executado com ao menos 16 tiros na noite desta segunda-feira (14), em Feira de Santana. O crime aconteceu na Avenida Nóide Cerqueira, nas proximidades do viaduto da BR-324, poucas horas após ele deixar o presídio da Mata Escura, em Salvador.
Segundo informações da polícia civil Kleber seguia para casa em um veículo, acompanhado da esposa, da advogada e do motorista, quando foi surpreendido por homens armados que se passaram por policiais. O grupo interceptou o carro, obrigou os ocupantes a descerem e executou Kleber com disparos concentrados na cabeça. A ação foi rápida e brutal.
Kleber havia sido preso em 20 de agosto de 2024, no âmbito da Operação El Patrón, que investigou uma organização criminosa acusada de envolvimento com milicianos e de comandar atividades como jogo do bicho, agiotagem, extorsão, receptação qualificada e lavagem de dinheiro. Ele era apontado pela polícia como uma das principais lideranças da facção criminosa em atuação no interior da Bahia.
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Operação El Patrón
Deflagrada pelo Ministério Público da Bahia e pela Polícia Civil, a Operação El Patrón teve como foco a desarticulação de um grupo criminoso estruturado desde a década de 1990. A investigação apontou que o deputado estadual Binho Galinha (PRD) teria assumido o comando do esquema a partir de 2013, após o assassinato do bicheiro Oldair Mascarenhas, o “Dainho”, ex-sócio de Kleber Cristian.
Segundo o MP, o grupo expandiu suas atividades por Feira de Santana e municípios vizinhos, com ao menos 13 integrantes identificados, entre eles codinomes como “Macaco”, “Vini”, “Charuto”, “Vaguinho”, “Galego” e “Ninito”. A organização seria responsável por práticas como contravenção, agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro, com o jogo do bicho como uma das principais fontes de renda, operado pela entidade “ParaTodos”.
No fim de junho deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou os efeitos da operação, por entender que houve irregularidade no uso de informações do Coaf sem autorização judicial. A decisão beneficiou o deputado Binho Galinha, sua esposa e seu filho, além de alcançar os demais réus. O Ministério Público ainda tenta reverter a decisão.
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