Abertura da FLICA transforma Cachoeira em palco de celebração, arte e criatividade
Bahia

Abertura da FLICA transforma Cachoeira em palco de celebração, arte e criatividade

Abertura da FLICA transforma Cachoeira em palco de celebração, arte e criatividade Foto: Diêgo Silva

Resumo da notícia

  • A 14ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA) começou nesta quinta-feira (5) e segue até domingo (8), com programação gratuita de literatura, música, poesia e manifestações artísticas, sob o tema “Como ser criativo com tanta IA por aí?”.
  • O evento promove debates sobre os impactos da inteligência artificial na sociedade, na educação, no mercado de trabalho e na produção cultural, reunindo escritores, artistas e pesquisadores.
  • A abertura contou com a presença de autoridades e homenagens a Dona Dalva do Samba, de 99 anos, reconhecida por sua contribuição à cultura popular e ao Samba de Roda Suerdieck.

A cidade histórica de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, já vive a programação da 14ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA), que começou nesta quinta-feira (5) e segue até domingo (8). O município é palco de uma grande celebração da literatura, da música, da poesia e das diversas manifestações artísticas, reunindo escritores, artistas e leitores em uma programação gratuita e diversificada. Neste ano, a festa traz como tema “Como ser criativo com tanta IA por aí?”, propondo um debate sobre os desafios e as possibilidades da inteligência artificial nos processos de criação e na produção cultural.

“É uma alegria chegar à 14ª edição da nossa querida Festa Literária Internacional de Cachoeira, a FLICA, que começa hoje e segue até domingo com uma programação repleta de literatura, música, arte, poesia e muitas atrações. Além de celebrar a cultura e incentivar o encontro entre leitores e artistas, a FLICA tem um papel muito importante para Cachoeira, movimentando a economia, fortalecendo o comércio local e gerando oportunidades para a população”, destacou a embaixadora da Feira, Vanessa Dantas.

Neste ano, a programação da FLICA abre espaço para discutir a importância da inteligência artificial na sociedade, seus impactos na formação dos jovens e no mercado de trabalho, além das possibilidades de utilizar essa ferramenta de maneira consciente e produtiva. Ao longo dos próximos três dias, mesas de debate vão aprofundar o tema, conectando tecnologia, conhecimento e criatividade.

Representando o governador Jerônimo Rodrigues na abertura da 14ª edição da FLICA, o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, destacou a importância de celebrar o Dia Nacional da Cultura, comemorado nesta quinta-feira (5), em um evento que se consolidou como referência entre as festas literárias do país. Ele ressaltou a força da FLICA na valorização da literatura e no fortalecimento das políticas públicas de cultura em toda a Bahia.

Foto: Diêgo Silva

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“05 de novembro é o Dia Nacional da Cultura e não havia uma oportunidade melhor do que nós celebrarmos essa data, a data máxima da cultura brasileira, do que num lugar como esse, na abertura de uma das maiores feiras literárias que nós temos no Brasil. Eu sempre brinco que as feiras literárias foram crescendo e ocupando os territórios e todas elas sonham em um dia ser FLICA, porque a FLICA é farol, é referência, é grande, ela é potente e ela foi encantando a comunidade, a sociedade baiana como um todo, e isso nos dá força, nos dá sentido, nos incentiva cada vez mais a estarmos apoiando e espalhando, fortalecendo essa política em todo o estado da Bahia”, afirmou Bruno.

Prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga destacou que a cidade recebe, mais uma vez, esse encontro que convida a olhar para o mundo com mais sensibilidade, curiosidade e liberdade. “A FLICA tem essa capacidade bonita de transformar nossa cidade em um grande espaço de encontros, onde as palavras atravessam fronteiras e a cultura nos lembra daquilo que somos e daquilo que ainda poderemos ser. Cachoeira é uma cidade que carrega muitas histórias, mas que nunca deixou de produzir o futuro. Uma cidade onde a memória está presente nas ruas, nas nossas manifestações culturais, na nossa gente, na nossa identidade e na maneira como nos relacionamos com o mundo”.

Debates – Nesta quinta, na Tenda Paraguaçu, a primeira mesa de debates foi “Penso, logo… IA: distopias à vista?”, com Nina da Hora e o professor da UFRB, Paulo Victor Purificação Melo, com mediação de Zulu Araújo. Na ocasião, foram discutidos desafios de um mundo mais humano ou pós-humano e as possibilidades trazidas pela inteligência artificial como interação social e cultural, arte e pensamento, literatura e na salvaguarda de direitos humanos e democracia.

Na abertura, o evento homenageou Dona Dalva do Samba, de 99 anos, do Samba de Roda Suerdieck, que montou o grupo na década de 1950. A 14ª edição da FLICA é uma realização do Ministério da Cultura através da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet , com o Patrocínio da Petrobras,  apoio da EMBASA, SEBRAE, Prefeitura Municipal de Cachoeira, Governo do Estado, Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA) e Secretaria da Fazenda (Sefaz). É contemplado também pelo Projeto Bahia Literária, iniciativa da Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada da SecultBA, e da Secretaria Estadual de Educação (SEC). A produção é da Schommer Produções.

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