ACM Neto lidera ranking de arrecadação das campanhas na Bahia; Jerônimo aparece em 11º
Eleições 2026

ACM Neto lidera ranking de arrecadação das campanhas na Bahia; Jerônimo aparece em 11º

ACM Neto lidera ranking de arrecadação das campanhas na Bahia; Jerônimo aparece em 11º Foto: Divulgação/ ACM Neto

Resumo da notícia

  • ACM Neto lidera a arrecadação entre as campanhas baianas, com R$ 5,78 milhões, cerca de três vezes o valor declarado por Jerônimo Rodrigues, que soma R$ 1,86 milhão.
  • Na disputa pelo Senado, João Roma aparece em primeiro, com R$ 4,5 milhões, seguido por Jaques Wagner, com R$ 3,25 milhões. Na Câmara, Capitão Alden e Roberta Roma lideram, com R$ 3,1 milhões cada.
  • A maior parte dos recursos vem do Fundo Eleitoral. Em 2026, 30 partidos receberam cerca de R$ 4,9 bilhões em recursos públicos para financiar as campanhas.

As campanhas eleitorais na Bahia já movimentam milhões de reais nas disputas pelo Governo do Estado, Senado e Câmara dos Deputados. O Levantamento feito com base nas prestações de contas parciais declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 3 de setembro, mostra uma diferença significativa no volume de recursos disponível entre os candidatos.

Grande parte do dinheiro declarado tem origem no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral ou Fundão. Em 2026, cerca de R$ 4,9 bilhões em recursos públicos foram destinados a 30 partidos para o financiamento das campanhas eleitorais.

Os dados ainda são parciais e podem sofrer alterações até o fim do processo eleitoral.

ACM Neto lidera arrecadação para o governo

Na disputa pelo Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) aparece na liderança da arrecadação, com R$ 5,78 milhões declarados até 3 de setembro.

Desse total, R$ 5,32 milhões são provenientes do Fundo Eleitoral, o que representa cerca de 92% dos recursos da campanha. A maior parte foi repassada pela Executiva Nacional do União Brasil, que destinou R$ 4,64 milhões à candidatura.

A campanha também recebeu R$ 460 mil em doações de pessoas físicas. Entre os principais doadores estão o ex-banqueiro e empresário Angelo Calmon de Sá, com R$ 400 mil, e o empresário Carlos Geraldo Calumby, com R$ 40 mil.

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparece com R$ 1,86 milhão em recursos declarados, praticamente todo proveniente do próprio partido. Apesar de ser o segundo candidato ao governo com maior arrecadação, Jerônimo ocupa a 11ª posição no ranking geral das campanhas baianas.

João Roma lidera disputa pelo Senado

Na corrida ao Senado, o candidato João Roma (PL) aparece em primeiro lugar, com R$ 4,5 milhões arrecadados. Todo o valor foi repassado pela direção nacional do partido.

A quantia corresponde a aproximadamente 84% do limite de gastos estabelecido pelo TSE para candidatos ao Senado na Bahia, que é de R$ 5,33 milhões.

O senador Jaques Wagner (PT) aparece na sequência, com R$ 3,25 milhões. Desse total, R$ 2,66 milhões foram repassados pelo PT nacional e R$ 50 mil pelo diretório estadual.

Wagner também recebeu R$ 533 mil em doação de Edvaldo Brito, jurista, professor e ex-prefeito de Salvador. O valor representa cerca de 16% da arrecadação declarada pelo senador.

Rui Costa aparece entre as maiores campanhas

O ex-governador e atual ministro Rui Costa (PT) declarou R$ 2,71 milhões em recursos para a campanha. Desse montante, R$ 2,66 milhões vieram da direção nacional do PT e R$ 50 mil do diretório estadual.

O valor coloca Rui Costa na sexta posição do ranking geral de arrecadação no estado.

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Capitão Alden e Roberta Roma lideram na Câmara

Na disputa por vagas na Câmara dos Deputados, Capitão Alden e Roberta Roma, ambos do PL, aparecem empatados na liderança, com R$ 3,1 milhões cada.

Os recursos foram integralmente repassados pela direção nacional do partido. O valor deixa os dois candidatos próximos do teto de gastos para deputado federal na Bahia, estabelecido em R$ 3,17 milhões.

Na sequência aparecem os deputados federais Ivoneide Caetano (PT), Antonio Brito (PSD), Sérgio Brito (PSD) e Diego Coronel (Republicanos), todos com campanhas na faixa dos R$ 2 milhões.

Entre os candidatos com cerca de R$ 1 milhão arrecadado estão Leur Lomanto Júnior e Manuel Rocha, do União Brasil, e Lídice da Mata, do PSB.

Como funciona o Fundo Eleitoral

Criado em 2017, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha passou a financiar as eleições após o Supremo Tribunal Federal proibir, em 2015, as doações empresariais para partidos e candidatos.

Os recursos são públicos, vêm do Orçamento da União e são distribuídos entre os partidos. As direções nacionais das legendas definem posteriormente como o dinheiro será destinado aos candidatos.

A distribuição segue critérios estabelecidos pela legislação eleitoral: 2% são divididos igualmente entre os partidos habilitados; 35% consideram os votos obtidos para a Câmara dos Deputados na eleição anterior; 48% levam em conta o tamanho das bancadas federais; e 15% consideram a representação no Senado.

Como as prestações de contas ainda são parciais, os valores e a posição dos candidatos no ranking podem mudar ao longo da campanha.

*Levantamento feito pelo Jornal Metrópole

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