Acordo judicial garante pagamento para mais de 50 trabalhadores em ações contra Fluminense de Feira
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Acordo judicial garante pagamento para mais de 50 trabalhadores em ações contra Fluminense de Feira

Acordo judicial garante pagamento para mais de 50 trabalhadores em ações contra Fluminense de Feira Foto: Rafael Falcão/Ascom/Fluminense de Feira

Resumo da notícia

  • Durante a XX Semana Nacional da Conciliação, foi homologado um acordo que quita todas as execuções trabalhistas contra o Fluminense de Feira, beneficiando mais de 50 trabalhadores e totalizando R$ 3,4 milhões.
  • A conciliação foi fruto da parceria entre o Polo de Execução Nordeste e o Cejusc de 1º Grau, dentro de um Procedimento de Reunião de Execuções (PRE), garantindo eficiência, segurança jurídica e preservação da função social do clube.
  • O acordo assegura o pagamento integral dos créditos trabalhistas, a continuidade das atividades esportivas do Fluminense de Feira e reforça o papel da Justiça do Trabalho como instrumento de pacificação e efetividade.

Durante a XX Semana Nacional da Conciliação, o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5-BA) homologou um acordo que garante o pagamento de todas as execuções trabalhistas em andamento contra o Fluminense de Feira Futebol Clube, um dos clubes mais tradicionais do interior baiano.

A conciliação, celebrada no âmbito de um Procedimento de Reunião de Execuções – PRE contra o Fluminense, beneficiará mais de 50 trabalhadores, muitos deles aguardando há mais de dez anos o recebimento de seus créditos trabalhistas. O acordo prevê o pagamento integral do passivo, estimado em R$ 3,4 milhões, com aportes mensais realizados pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF), responsável pela continuidade das atividades esportivas do clube.

A solução foi construída por meio de parceria entre o Polo de Execução Nordeste e o Centro de Conciliação (Cejusc) de 1º Grau, num modelo de cooperação judiciária que reflete a integração entre os órgãos da Justiça do Trabalho, assim como o compromisso da instituição com a efetividade e a celeridade processual.

Segundo a juíza coordenadora do Polo de Execução Nordeste, Nadva Cruz, a medida “representa um marco na gestão das execuções coletivas no Regional, pois alia a preservação da função social da empresa ao direito dos trabalhadores à satisfação de seus créditos, demonstrando que a conciliação pode ser instrumento eficaz de justiça e pacificação social”.

A juíza coordenadora do Cejusc de 1º Grau, Mônica Sapucaia, revela a alegria pela resolução negocial de muitas ações reunidas de forma igualitária, renovando a confiança dos jurisdicionados no papel da Justiça do trabalho.

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O acordo foi firmado após quase três anos de tratativas em procedimento de unificação de penhora culminando na fixação de um plano de pagamentos acompanhado por garantia patrimonial. Também foi definida a fiscalização direta pelo Juízo Coordenador da Execução e pela Comissão de Credores constituída por advogados que representam os trabalhadores.

O advogado do clube, Tiago Matos, destacou que a homologação “garante a continuidade do Fluminense de Feira e o cumprimento das obrigações trabalhistas de forma justa e responsável”. Ele ressaltou ainda a parceria exemplar entre o Polo de Execução Nordeste e o Cejusc, agradecendo aos advogados da Comissão de Credores e à diretoria da SAF “pelo diálogo e compromisso que tornaram possível uma solução equilibrada, que honra os trabalhadores e preserva a tradição do clube”.

A parceria entre o Polo de Execução Nordeste e o Cejusc permitiu a adoção de estratégias conjuntas para operacionalizar as liberações de valores e a homologação dos acordos individuais, garantindo maior eficiência e segurança jurídica. O modelo segue as diretrizes do Provimento Conjunto GP/CR nº 06/2023, que estabelece a cooperação judiciária como um dos pilares da política de execução no TRT-BA.

A juíza Nadva Cruz também destacou o empenho dos advogados que integram a Comissão de Credores e do advogado do clube, ressaltando que o diálogo técnico e o compromisso das partes foram fundamentais para a consolidação da tratativa. “Esse resultado engrandece a Justiça do Trabalho e demonstra que a cooperação entre todos os atores processuais, magistrados, advogados e servidores é o caminho para a efetividade e a concretização dos direitos sociais”, concluiu.

O advogado Bruno Pacheco, que integrou a Comissão de Credores, destaca que “a conciliação plúrima pode ser considerada um sucesso, pois viabiliza o pagamento dos créditos dos trabalhadores ao tempo em assegura a continuidade do clube, que é, inegavelmente, patrimônio cultural de Feira de Santana”.

A Semana Nacional da Conciliação, promovida anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde 2006, mobiliza tribunais de todo o país para fortalecer a cultura do diálogo e da paz, incentivando a solução consensual de conflitos.

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