Acusado de chefiar milícia é preso novamente na Bahia após recurso do Ministério Público
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Acusado de chefiar milícia é preso novamente na Bahia após recurso do Ministério Público

Acusado de chefiar milícia é preso novamente na Bahia após recurso do Ministério Público Foto: Ascom/PCBA

Resumo da notícia

  • Acusado de chefiar uma milícia armada na Bahia foi preso novamente após o Tribunal de Justiça acatar recurso do Ministério Público.
  • Investigado é alvo da Operação Terra Justa, que apura atuação violenta de milícia no Oeste do estado, com conflitos agrários, lavagem de dinheiro e uso de empresas de fachada.
  • MP apontou alta periculosidade e risco à ordem pública, destacando movimentações financeiras superiores a R$ 29 milhões e possibilidade de rearticulação do grupo criminoso.

O Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), cumpriu na terça-feira (23) nova ordem de prisão preventiva contra um homem, sargento da reserva renumerada da Polícia Militar, acusado de chefiar uma milícia na Bahia. A prisão ocorreu após decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, que acolheu recurso do MPBA, suspendendo a liberdade concedida anteriormente e contou com a atuação conjunta da Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force) e Corregedoria da Polícia Militar do Estado da Bahia.

A medida ocorre no âmbito da Operação Terra Justa, deflagrada para desarticular uma milícia armada que atua há mais de uma década na região Oeste do Estado, especialmente em Correntina. O grupo é apontado como responsável por práticas violentas em conflitos agrários, como ameaças, agressões, destruição de propriedades e expulsão de comunidades tradicionais, utilizando empresas de segurança privada como fachada.

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O suspeito foi denunciado na primeira fase da Operação pelos crimes de milícia armada. Já na segunda fase da operação foi denunciado pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais, em razão da estruturação de um esquema voltado à ocultação e dissimulação de valores provenientes da atividade miliciana. As investigações revelaram indícios de movimentações financeiras incompatíveis com sua renda declarada, que ultrapassaram R$ 29 milhões entre 2021 e 2024, além de indícios de negociações de armamento pesado e práticas de “pistolagem”.

Até a concessão da liberdade provisória, o acusado permanecia sob custódia em decorrência de duas prisões preventivas decretadas em processos distintos, ambas relacionadas à Operação Terra Justa. O Ministério Público do Estado da Bahia sustentou que a decisão de soltura ignorou a gravidade concreta das condutas e a periculosidade do agente, apontado como líder de uma milícia armada com atuação estável e permanente. O recurso destacou que a liberdade do acusado representa risco à ordem pública, à instrução criminal e à segurança das vítimas e testemunhas, além da possibilidade de rearticulação do grupo criminoso.

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