Alexandre de Moraes mantém prisão do general Walter Braga Netto
Por Hamurabi Dias | 06/08/2025 15:59 e atualizado em 06/08/2025
Foto: Isac Nóbrega/PR
Resumo da notícia
- O ministro Alexandre de Moraes decidiu manter a prisão do general da reserva Walter Braga Netto, preso desde dezembro de 2024, por suspeita de envolvimento na tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Lula.
- Moraes afirmou que há fortes indícios da participação do general na trama golpista e que sua liberdade representa risco à ordem pública e à aplicação da lei penal, conforme o artigo 312 do Código de Processo Penal.
- A Polícia Federal apontou que Braga Netto tentou acessar dados sigilosos da delação de Mauro Cid; a defesa nega qualquer tentativa de obstrução das investigações.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (6) manter a prisão do general Walter Braga Netto.
General da reserva e vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, o militar está preso em instalações do Exército no Rio de Janeiro desde dezembro do ano passado sob a acusação de obstruir a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado no país para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na decisão, o ministro rejeitou pedido de soltura feito pela defesa e afirmou que há indícios da participação do general na tentativa de golpe de Estado durante o governo Bolsonaro.
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“Ressalto que estão presentes os requisitos do art. 312 [CPP] em relação a Walter Souza Braga Netto, o que justifica a manutenção da custódia cautelar para assegurar a aplicação da lei penal e resguardar a ordem pública, em face de perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado e dos fortes indícios da gravidade concreta dos delitos imputados”, decidiu Moraes.
Durante as investigações sobre a trama golpista, a Polícia Federal identificou que o general, réu por ser um dos principais articuladores do plano golpista, tentou obter dados sigilosos da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Após a prisão, a defesa negou que Braga Netto tenha obstruído as investigações.
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