Antes referência em produção de leite, 85% da pecuária em Feira de Santana e região é voltada para o corte
Por Hamurabi Dias | 15/07/2025 18:51 e atualizado em 15/07/2025
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- No Dia do Pecuarista, a Cooperfeira homenageia os profissionais que impulsionam o agronegócio baiano com responsabilidade ambiental, bem-estar animal e visão empreendedora, destacando o papel do gestor rural moderno.
- A cooperativa aponta altos custos de produção, escassez de mão de obra, dificuldades logísticas e falta de acesso a crédito rural como principais entraves enfrentados pelos produtores, além da carência de cultura cooperativista e segurança no campo.
- A Cooperfeira atua como elo entre produtores e mercado, oferecendo suporte técnico e estrutura de abate. A cooperativa defende a união dos pecuaristas, modernização da produção e fortalecimento de políticas públicas para impulsionar a atividade na região.
Nesta terça-feira (15), a Cooperfeira – Cooperativa de Carnes e Derivados de Feira de Santana celebra o Dia do Pecuarista reafirmando o valor de quem transforma a terra em alimento e gera desenvolvimento econômico em diversas regiões da Bahia. A data homenageia os homens e mulheres que, com esforço diário, colocam à disposição da sociedade produtos de qualidade, como carne, leite, couro e seus derivados, produzidos com responsabilidade ambiental e compromisso com o bem-estar animal.
O pecuarista moderno é um gestor rural que precisa estar atualizado com práticas de manejo, nutrição, sanidade e sustentabilidade. Com visão empreendedora, ele atua diretamente na tomada de decisões estratégicas, implementa tecnologias e garante a produtividade, mesmo diante das adversidades.
Em Feira de Santana, a Cooperfeira mantém uma relação histórica e próxima com esses produtores, oferecendo estrutura de abate e suporte técnico por meio do Frifeira, seu frigorífico localizado no distrito de Humildes. A cooperativa atua como elo entre o campo e o mercado, valorizando o cooperativismo como ferramenta de fortalecimento da atividade pecuária.
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Para o presidente da Cooperfeira, Beto Falcão, o momento é de celebração, mas também de reflexão sobre os desafios enfrentados pelos pecuaristas da região. Ele observa que o custo elevado da alimentação animal é um dos principais gargalos, especialmente porque cerca de 50% dos animais abatidos atualmente são oriundos de confinamento e semiconfinamento. Nesses sistemas, a alimentação — baseada em ração com milho e soja — representa uma fatia expressiva dos custos de produção. Como a Bahia está distante dos grandes polos produtores desses insumos, o frete — dependente do diesel — agrava ainda mais o cenário.
Beto também chama atenção para a necessidade de crédito rural com taxas subsidiadas e prazos adequados, bem como melhorias na malha viária rural, essenciais para o escoamento da produção. Outro desafio é a escassez de mão de obra no campo, impactada por programas sociais que, sem critérios técnicos claros, afastam trabalhadores da rotina rural.
Outro ponto sensível, segundo a gestão da Cooperfeira, é a falta de cultura associativista entre os pecuaristas. O comportamento individualista ainda predomina, o que torna os produtores mais vulneráveis diante de problemas como a insegurança no campo, com roubo de gado e invasões de terras. A cooperativa defende a união como caminho para enfrentar essas ameaças com mais força e representatividade.
Do ponto de vista da produção, o diretor Agenor Campos ressalta que a região já foi uma referência em produção de leite, com uma grande bacia leiteira e importantes laticínios. Hoje, cerca de 85% da pecuária local está voltada para o corte, o que exige novas estratégias de posicionamento, modernização e diversificação.
Neste Dia do Pecuarista, a Cooperfeira reconhece a relevância de cada produtor no fortalecimento do agronegócio baiano. E reafirma seu compromisso com políticas públicas eficazes, com o acesso à informação técnica e com o incentivo à cooperação entre os membros da cadeia produtiva. O campo só avança com quem planta, cuida e acredita no futuro – e o pecuarista é peça central nesse processo.
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