Anvisa autoriza testes em humanos da primeira vacina brasileira contra gripe aviária
Por Yasmin Mota | 02/07/2025 10:15 e atualizado em 02/07/2025
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- A Anvisa autorizou nesta terça-feira (1º) o início dos testes em humanos da vacina brasileira contra a gripe aviária, desenvolvida pelo Instituto Butantan desde janeiro de 2023. O imunizante utiliza a mesma tecnologia da vacina tradicional contra a gripe e teve seus testes pré-clínicos realizados com cepas fornecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
- A gripe aviária é causada por subtipos do vírus influenza A, como o H5N1, que apresenta alta letalidade em humanos, com cerca de 50%. A meta do Butantan é preparar o país para uma possível pandemia, com produção e armazenamento de vacinas que contemplem três cepas específicas: H5N1 (A/Anhui/1/2005), H5N8 (A/Astrakhan/3212/2020) e H5N1 (A/duck/Vietnam/NCVD-1584/2012).
- A preocupação com a gripe aviária também afeta a economia. O Brasil, maior exportador de carne do mundo, enfrentou restrições em 16 países após a confirmação de um caso da doença no Rio Grande do Sul. Embora a maioria das barreiras comerciais tenha sido retirada, o Japão ainda mantém restrições para produtos de três municípios brasileiros: Montenegro (RS), Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO).
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta terça (1), o início dos testes em humanos da vacina brasileira contra a gripe aviária. Se os ensaios clínicos forem bem-sucedidos, o Brasil poderá ter sua primeira vacina voltada à prevenção da doença em humanos.
O imunizante está em desenvolvimento desde janeiro de 2023 pelo Instituto Butantan e utiliza a mesma tecnologia da vacina tradicional contra a gripe. Os testes pré-clínicos foram realizados com cepas fornecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A gripe aviária é causada por subtipos do vírus influenza A, que afetam principalmente aves, mas podem sofrer mutações que facilitam a transmissão entre humanos. O subtipo H5N1 preocupa autoridades por sua alta letalidade em humanos — cerca de 50%.
Segundo o instituto Butatan, a transmissão da gripe aviária para humanos é rara, mas pode ocorrer após contato próximo com uma ave infectada ou com suas fezes. Entre 2003 e 2024, foram registrados 954 casos em 24 países, com 464 mortes, uma taxa de letalidade de 48,6%.
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A meta do Butantan é preparar o país para uma possível pandemia, com base nas lições da Covid-19. O plano inclui a produção e o armazenamento de vacinas com três cepas específicas:
• Influenza aviária A/Anhui/1/2005 (H5N1)
• Influenza aviária A/Astrakhan/3212/2020 (H5N8)
• Influenza aviária A/duck/Vietnam/NCVD-1584/2012 (H5N1)
A preocupação com a doença também tem reflexos econômicos. Como o Brasil é o maior exportador de carne do mundo, a confirmação de um caso no Rio Grande do Sul levou 16 países a avaliarem restrições à carne de frango brasileira. A maioria dessas restrições foi retirada, mas o Japão ainda mantém limitações para produtos de três municípios: Montenegro (RS), Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO).
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