Aos 100 anos, Geraldo Leite, primeiro reitor da UEFS, pode concorrer a indicação ao Prêmio Nobel da Paz 2027
Por Hamurabi Dias | 31/08/2026 20:30 e atualizado em 31/08/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- Geraldo Leite, aos 100 anos, teve seu nome apresentado para indicação ao Prêmio Nobel da Paz de 2027 pelo presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Joaci Góes.
- Primeiro reitor da UEFS, o médico e professor construiu grande parte de sua trajetória profissional na Bahia e foi homenageado pelo IGHB em agosto durante as celebrações de seu centenário.
- A indicação ainda passará pelo processo de avaliação do Nobel, que analisa os nomes apresentados e seleciona os candidatos considerados mais relevantes. Em 2025, foram registrados 338 candidatos ao prêmio.
Aos 100 anos, o médico e professor Geraldo Leite passa ter a trajetória projetada para um dos mais importantes reconhecimentos internacionais. O nome do sergipano, que construiu grande parte de sua vida profissional na Bahia, foi apresentado para indicação ao Prêmio Nobel da Paz 2027, em movimento proposto pelo presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Joaci Góes.
A iniciativa ganhou destaque no último dia 11 de agosto, durante a homenagem especial promovida pelo IGHB para celebrar o centenário de Geraldo Leite. Realizada na sede da instituição, em Salvador, a cerimônia teve como ponto central uma conferência de Joaci Góes sobre a trajetória intelectual, profissional e institucional do médico e educador.
Como é o processo de candidatura
Segundo a organização do Prêmio Nobel, todas as pessoas vivas e organizações ou instituições ativas são candidatas elegíveis ao Prêmio Nobel da Paz. As submissões devem ser feitas preferencialmente por meio de um formulário disponibilizado pelo próprio Instituto Nobel da Noruega.
Após a discussão de todas as indicações qualificadas, é criada uma lista restrita com os candidatos mais interessantes e merecedores. Os candidatos dessa lista são então submetidos a avaliações e exames realizados pelos consultores permanentes do Comitê Nobel, juntamente com outros especialistas noruegueses ou internacionais.
O Comitê busca alcançar consenso na escolha do laureado com o Prêmio Nobel da Paz. Nas raras ocasiões em que isso se mostra impossível, a decisão é tomada por maioria simples.
O Instituto Nobel da Noruega registrou um total de 338 candidatos ao Prêmio Nobel da Paz de 2025, dos quais 244 são indivíduos e 94 são organizações. Em 2025, María Corina Machado, engenheira industrial, professora e política da Venezuela foi a laureada. Neste ano, e venezuelana recebeu 11 milhões de coroas suecas, o equivalente a R$ 6,2 milhões.
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Biografia
Nascido em Aracaju, em 23 de abril de 1926, o sergipano Geraldo Leite diplomou-se médico pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1950. Após a formatura, atuou como médico patologista e professor em Feira de Santana, sendo eleito Presidente da Associação Bahiana de Medicina (ABM) – Regional Feira de Santana e posteriormente fez parte da coordenação de diversos eventos científicos da área. Assumiu a presidência da Fundação José Silveira, em 2010.
Durante sua carreira, foi professor titular da Escola Bahiana de Medicina, membro titular da Academia de Medicina da Bahia e reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana. No ano de 1993, foi eleito diretor da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, e reeleito em 1997 para mais um mandato de quatro anos. Neste mesmo ano foi eleito para o Conselho de Curadores da Fundação José Silveira e, pela sua competente e brilhante atuação, posteriormente assumiu a presidência da Instituição.
Atualmente, ao lado do trabalho de gestão, recupera as memórias do amigo e fundador da Fundação José Silveira por meio de uma trilogia denominada “José Silveira, um exemplo de vida”. Como membro presidente da Academia Brasileira Rotária de Letras – ABROL Nacional e coordenador da Confederação Mundial de Academias Rotárias – CONMAR, em apenas seis anos, fundou 30 academias brasileiras rotárias de Letras, em todos os estados do Brasil, incluindo o Distrito Federal, e mais 17 academias rotárias nas Américas, oito na Europa, seis na África, seis na Ásia e uma na Oceania, totalizando 38 academias fora do país, cobrindo todos os continentes. Em 2023, tornou-se Membro Emérito da Academia Baiana de Educação.
Foi presidente da Fundação Universidade de Feira de Santana por cinco mandatos sucessivos; fundador e primeiro reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS); membro de várias instituições científicas e culturais; Presidente da Fundação José Silveira desde 2010; Comendador da Ordem do Mérito da Bahia; Comendador da Ordem do Mérito de Feira de Santana; Cavaleiro da ordem Equestre do Santo Sepulcro; Cidadão honorário da Bahia, de Salvador, de Feira de Santana e de Itapetinga; Associado representativo do Rotary Club de Feira de Santana e do Rotary Clube da Bahia; Detentor do prêmio científico José Silveira; Membro honorário dos Rotary Clubs Salvador, Itapagipe, Aratu, Barbacena e Lavras-MG, e Santarém-PA; Ex-presidente da Academia Brasileira Rotária de Letras (ABROL), Regional da Bahia e hoje seu presidente de honra; Presidente da Academia Brasileira Rotária de Letras (ABROL) nacional por dois mandatos sucessivos; Membro honorário das academias Rotárias de Letras de Sergipe, Alagoas, Piauí, Maranhão, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Minas Leste, Sul de Minas, Belo Horizonte, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Vale do Café, São Paulo Centro e da ABROL Oeste do Pará.
Geraldo Leite ainda é membro emérito da Academia de Medicina da Bahia; Membro emérito da Academia Baiana de Educação; Membro honorário da Academia Sergipana de Medicina; Membro benemérito da Academia Sergipana de Educação; Fundador da Academia de Educação de Feira de Santana; Membro correspondente da Academia Feirense de Letras; Doutor honoris causa da Academia de Letras do Brasil; Membro honorário da Academia Rotária no México, no Uruguai, em Portugal, na Argentina, no Panamá; Membro titular da Academia de Cultura da Bahia e da Academia de Letras, Ciências e Artes de Buenos Aires; Medalhas Edival Pitombo, Álvaro Bahia, José Silveira, Rosalvo Torres e Guimarães Rosa.
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