Após eleição de Lula, Centrão recalcula rota e admite compor com o governo
Eleições 2026

Após eleição de Lula, Centrão recalcula rota e admite compor com o governo

Após eleição de Lula, Centrão recalcula rota e admite compor com o governo Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Resumo da notícia

  • Após a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) por mais de 4 milhões de votos, partidos do Centrão que apoiaram o senador no segundo turno admitem negociar participação no novo governo e defendem uma coalizão para garantir governabilidade.
  • União Brasil, Republicanos, MDB e PSD parabenizaram Lula pela vitória e manifestaram disposição para manter relações institucionais com o governo. Lideranças também discutem a união de forças para preservar espaço político no Congresso.
  • - Parlamentares do Centrão criticaram a declaração do senador de que não reconheceria o resultado eleitoral. Integrantes do grupo avaliam que o governo Lula precisará ampliar o diálogo com setores do centro e da direita, além de negociar medidas econômicas e o Orçamento de 2027.

O resultado das eleições, com a vitória do presidente Lula (PT) com mais de 4 milhões de votos à frente de Flávio Bolsonaro (PL), surpreendeu a maior parte do Centrão. Na campanha de segundo turno, quase todos os partidos apoiaram o senador do PL, mas já recalculam a rota menos de 24 horas após a abertura das urnas e admitem compor com o governo Lula.

O discurso é de que será preciso fazer um governo de coalizão, com a participação de outros partidos além da esquerda na Esplanada.

Como pano de fundo, há também o instinto de sobrevivência desses partidos, que temem perder espaço no Congresso diante do crescimento da bancada do PL. As cúpulas de partidos como Republicanos, MDB e PSD já conversam para tentar unificar a atuação do grupo após a eleição.

“Precisamos encontrar um caminho menos traumático para o país. O novo governo vai ter um cenário de antagonismo, mas eu espero que a gente consiga ir com maturidade”, afirma um senador do Centrão que apoiou Flávio durante a campanha.
Na mesma linha, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) diz que Lula terá de negociar com esses partidos para garantir sustentabilidade no Congresso.

“Os partidos de Centro têm um DNA pela governabilidade, pelo compromisso de que o presidente eleito possa cumprir seu plano de governo, que foi aprovado nas urnas. Não vejo surpresa no que vai acontecer, que é a construção de uma maioria para sustentar o governo no nosso presidencialismo de coalizão”, afirma.

✅📲 AQUI A NOTÍCIA CHEGA PRIMEIRO: Seu novo portal de notícias de Feira de Santana e região! Entre no nosso grupo do WhatsApp e receba as principais notícias na palma da mão!

>> Siga o perfil oficial do T Notícias no Instagram para mais informações.

Manifestações após eleição
Partidos como União Brasil, Republicanos – que apoiaram Flávio –, MDB e PSD emitiram nota após o resultado das eleições, parabenizando o presidente Lula pelo resultado.

“Reafirmo também nossa disposição de apoiar medidas e ações por um Brasil que cresça, gere empregos e reduza as desigualdades, em benefício de todos os brasileiros”, escreveu Antonio Rueda, presidente do União Brasil.
Em manifestação publicada nas redes sociais, o MDB diz que “é um momento em que a vontade popular se fez soberana”.

“Desejamos que ele tenha serenidade para governar o País em favor de TODOS sem exceção”, finaliza a nota do partido. Apesar de não fechar questão em favor de Flávio Bolsonaro, a maioria dos diretórios do MDB apoiou a eleição do senador do PL.

Já Gilberto Kassab, presidente do PSD, escreveu em nota de reconhecimento da eleição de Lula ter a certeza de que “nossos parlamentares e governadores eleitos seguirão defendendo os bons projetos e manterão a relação republicana com o Governo Federal, em defesa do objetivo comum a todos nós, que é o desenvolvimento do Brasil e o bem-estar da nossa população”.

Disposição para negociar
Na base de Lula, alguns parlamentares concordam que o governo precisará fazer um mandato menos petista, sinalizando para os outros partidos.

Na avaliação de um ex-ministro, a nova gestão terá de ampliar o diálogo com setores da direita democrática, construir alianças e trabalhar desde já na elaboração do Orçamento de 2027, com propostas para ajustar as contas públicas.

Isso passaria por apresentar em até 30 dias um pacote com medidas de ajuste fiscal, em uma demonstração de disposição para construir uma agenda econômica capaz de reunir apoio para além de sua base tradicional.
Para este interlocutor, o gesto de Lula de permitir que o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), fosse o primeiro a falar no discurso após a vitória foi um sinal de que o presidente entende a necessidade de ampliar a interlocução política e econômica.

Acompanhe nas redes sociais: Band FM, Jovem Pan FM e TransBrasil FM. Também estamos presentes no grupo do WhatsApp.

* Os comentários não representam a opinião do veículo de comunicação; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


O período de verificação do reCAPTCHA expirou. Por favor, recarregue a página.

Transbrasil Euclides da Cunha - 95.7 FM Ouça a Rádio
Departamento do Ouvinte
No ar
Programação