Após quatro altas seguidas, confiança do empresariado baiano recua em janeiro de 2026
Por Hamurabi Dias | 01/02/2026 11:57 e atualizado em 01/02/2026
Foto: Elói Corrêa/GOVBA
Resumo da notícia
- A confiança do empresariado baiano recuou em janeiro, com o ICEB marcando -77 pontos, após quatro meses consecutivos de alta.
- A queda não foi geral: Agropecuária e Indústria avançaram, enquanto Comércio teve o pior desempenho e menor nível de confiança.
- As piores expectativas foram em crédito, capacidade produtiva e situação financeira, enquanto inflação, câmbio e PIB tiveram avaliação mais favorável.
O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), métrica calculada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) para monitorar as expectativas do setor produtivo do estado, marcou -77 pontos em janeiro, numa escala que vai de -1.000 a 1.000 pontos – indicando um cenário de Pessimismo Moderado (intervalo de -250 pontos a zero ponto). Trata-se da 24ª pontuação abaixo de zero em sequência e o menor patamar desde outubro passado.
No mês, ao registrar -77 pontos, o ICEB indicou recuo da confiança em relação a dezembro (quando o indicador marcou -69 pontos). A queda em comparação ao mês imediatamente antecedente foi de 8 pontos, anulando a alta anterior (de 3 pontos) e interrompendo uma trajetória de quatro aumentos consecutivos.
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Para Luiz Fernando Lobo, especialista em produção de informações econômicas, sociais e geoambientais da SEI, “a princípio, esse recuo da confiança empresarial no início do ano, ao representar apenas uma reversão parcial em relação aos avanços recentes, mais se parece com uma acomodação após quatro meses de alta do que com o início de um movimento de queda”.
A queda da confiança de dezembro a janeiro não aconteceu de forma generalizada, visto que dois dos quatro grupamentos expressaram progresso: Agropecuária e Indústria. Em termos de magnitude da variação, o setor de Agropecuária apresentou a maior elevação, enquanto o de Comércio exibiu o maior recuo.
Em janeiro, apenas um dos quatro setores assinalou pontuação superior a zero. Os resultados foram: Agropecuária, 32 pontos; Indústria, -86 pontos; Serviços, -88 pontos; e Comércio, -108 pontos. Assim, no mês, a Agropecuária exibiu o melhor nível confiança pela segunda vez consecutiva e o Comércio registrou o menor patamar.
Do conjunto avaliado de assuntos, os temas crédito, capacidade produtiva e situação financeira foram aqueles com as piores expectativas do empresariado baiano. Em contrapartida, as variáveis inflação, câmbio e PIB nacional apresentaram os indicadores de confiança em situação mais favorável no mês.
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