Após uma semana interditada, BR-324 tem segunda faixa liberada e segue sem previsão de normalização
Por Yasmin Mota | 14/07/2026 10:48 e atualizado em 14/07/2026
Foto: PRF/Divulgação
Resumo da notícia
- O DNIT liberou uma segunda faixa em cada sentido da BR-324, no km 604, em Simões Filho, melhorando o fluxo de veículos uma semana após o primeiro afundamento.
- Equipes do DNIT e da UFBA seguem realizando estudos técnicos para identificar a extensão dos danos e definir a solução definitiva, sem previsão para início das obras ou liberação total da pista.
- O afundamento foi causado por uma falha em um bueiro antigo sob a rodovia, que comprometeu a sustentação do pavimento e provocou duas interdições no trecho.
Uma semana após o primeiro afundamento registrado no km 604 da BR-324, em Simões Filho, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) liberou, nesta segunda-feira (13), mais uma faixa em cada sentido da rodovia. Com isso, o trecho passou a operar com duas faixas tanto em direção a Salvador quanto no sentido Feira de Santana, embora ainda não haja previsão para a liberação total da via.
Pela manhã, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que apenas as faixas da direita estavam liberadas nos dois sentidos. À tarde, o DNIT confirmou a ampliação da área liberada, mas destacou que as equipes continuam realizando investigações e avaliações técnicas para definir a solução definitiva para o problema.
“Neste momento, as equipes da autarquia permanecem executando os serviços de investigação e avaliação técnica da área, etapa fundamental para embasar o planejamento e o início das obras”, informou o órgão.
Apesar da melhora no fluxo de veículos, o departamento não informou quando os estudos serão concluídos, nem quando terão início as obras estruturais ou a previsão de normalização completa do trecho.
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Técnicos ainda avaliam extensão do dano
Uma equipe da Universidade Federal da Bahia (UFBA) esteve no local no domingo (12) para realizar análises da área afetada. Nesta segunda, técnicos do DNIT também fizeram novas avaliações para subsidiar a definição da solução de engenharia.
Até o momento, permanecem sem resposta questões como a profundidade da erosão, a extensão da área comprometida, a existência de vazios sob outros trechos da pista e o risco de novos afundamentos.
No primeiro diagnóstico divulgado, o DNIT atribuiu o problema a uma falha estrutural em um bueiro antigo localizado sob o aterro da rodovia. Segundo o órgão, a avaria provocou a fuga do material que sustentava o pavimento, causando trincas, perda de estabilidade e o afundamento da pista.
O caso foi identificado na terça-feira (7), quando surgiram trincas e o primeiro afundamento no km 604. Após uma intervenção emergencial, parte da pista chegou a ser liberada, mas voltou a ceder menos de 24 horas depois, na quinta-feira (9), provocando nova interdição e congestionamento de cerca de seis quilômetros no sentido Feira de Santana.
Desde então, o trecho permanece sob monitoramento, com liberações graduais. A PRF informou que os serviços apresentaram “evolução significativa”, mas reforçou que ainda não há previsão para a reabertura total da rodovia.
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