Após visitar o pai, Flávio Bolsonaro recua e anuncia que votará pelo fim da escala 6×1
Por Yasmin Mota | 13/10/2026 12:16 e atualizado em 13/10/2026
Foto: Evaristo Sa/AFP
Resumo da notícia
- O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (13) que votará a favor do fim da escala 6x1, apesar de discordar de pontos da proposta.
- O parlamentar defendeu que o governo federal arque com os custos da mudança para compensar os empresários. Ele, porém, não detalhou como o pagamento seria feito nem estimou os valores.
- A PEC prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de folga. Flávio também defende um regime flexível, com pagamento por hora trabalhada e acordos entre empregados e empregadores.
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira (13), que vai votar a favor do fim da escala 6×1. Em fala à imprensa após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o candidato afirmou que, apesar do voto favorável, o governo vai “pagar essa conta”.
“Então o Flávio Bolsonaro vai votar a favor do fim da 6×1 e quem vai pagar essa conta vai ser o governo, porque os empresários estão sufocados, estão quebrados, então o governo que vai ter que bancar essa compensação”, disse o senador.
O postulante do PL ainda destacou discordâncias com a PEC (Proposta de Emenda à Constituição), mas que votará “de acordo com a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro”.
O que Flávio disse
Candidato prometeu que, se eleito, o governo “pagará essa conta, porque os empresários estão quebrados”. “Obviamente, quando você reduz a jornada de trabalho, será necessária a contratação de mais pessoas, tem o risco de muita gente ir para a informalidade”, disse. Ele não explicou, porém, como o governo vai bancar essa compensação e nem estimou o custo dela.
Antes, Flávio já havia se manifestado várias vezes contra a proposta. Falou, por exemplo, que ela é “oportunista” e que beneficia a candidatura à reeleição do presidente Lula (PT). A PEC (Proposta de Emenda à Constituição), em tramitação no Senado e já aprovada na Câmara, altera o regime de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de folga por semana.
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Flávio Bolsonaro afirmou hoje que queria que “o trabalhador montasse a sua jornada de trabalho”. “Como é que fica a pessoa que trabalha de home office? Como é que fica aquela mãe que não tem com quem deixar o seu filho, só pode trabalhar, por exemplo, quatro horas por dia, só pode trabalhar de manhã, ou só pode trabalhar de tarde? Vai continuar engessada a jornada dela”, falou.
O candidato tem defendido uma proposta em que o empregado recebe por hora trabalhada, chamada de “regime flexível” em uma jornada em que o empregado acerta com o empregador.
Flávio evitou, ao longo de toda a campanha presidencial, falar se votaria contra ou a favor da proposta, e neste momento decisivo onde o Senado Federal inicia a votação para a aprovação da PEC do fim da escala 6×1 nesta quarta-feira (14), ele se demonstra, agora, favorável a proposta.
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