Arquitetas de Feira de Santana assinam projeto que ressignifica espaço histórico no Pelourinho, em Salvador
Por Hamurabi Dias | 20/04/2026 18:53 e atualizado em 20/04/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- Arquitetas de Feira de Santana assinam projeto que transforma imóvel histórico no Pelourinho em centro de fotografia contemporânea chamado Pé de Cobra.
- O edifício, que já funcionou como estrutura de controle urbano (“cadeia de costume”), foi adaptado sem apagar sua memória, conciliando passado e contemporaneidade.
- O espaço passa a contar com áreas expositivas, biblioteca, ambientes de estudo e laboratório fotográfico, tornando-se um ponto de encontro para produção artística e reflexão cultural.
Um projeto arquitetônico ressignifica um espaço histórico no Pelourinho e dá forma ao novo centro de fotografia contemporânea em Salvador. Um imóvel histórico localizado na Rua do Bispo, ganha um novo significado cultural com a criação do espaço Pé de Cobra, iniciativa voltada à reflexão, produção e experimentação em artes visuais, com foco na fotografia contemporânea. Assinam o projeto Maria Accioly, arquiteta e urbanista e Marília Moraes, designer de interiores de Feira de Santana, que estão à frente do Studio Hygge Arquitetura.
A reabertura do edifício, que ao longo do século XX abrigou uma estrutura de controle de fiscalização urbana, a “cadeia de costume”, marca não apenas a ativação de um novo programa cultural na cidade, mas também um processo sensível de transformação arquitetônica.
Responsável pelo projeto de intervenção, o escritório parte do entendimento do espaço como um território de memória ativa. A proposta não busca apagar o passado, mas reinterpretá-lo, criando camadas onde história e contemporaneidade coexistem.





Foto: Divulgação
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“A arquitetura aqui não é cenário. Ela é meio. É o que permite que o espaço deixe de ser um lugar de controle e passe a ser um lugar de permanência, encontro e produção de pensamento”, explica o estúdio.

Antes e depois | Foto: Divulgação
A intervenção respeita a estrutura original do edifício, ao mesmo tempo em que introduz novos usos e fluxos capazes de sustentar a dinâmica do espaço: áreas expositivas, ambientes de estudo, biblioteca especializada e laboratório fotográfico. O projeto equilibra contenção formal e potência espacial, criando uma atmosfera que convida à pausa em meio à intensidade do Centro Histórico.
Mais do que abrigar exposições, o espaço se posiciona como um ponto de convergência entre imagem, cidade e narrativa e a arquitetura desempenha papel central nesse processo.
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