Arquiteto e artista plástico feirense Danilo Freitas é autor de obra no Memorial da Pandemia
Por Hamurabi Dias | 13/05/2026 11:20 e atualizado em 13/05/2026
Foto: Walterson Rosa/MS
Resumo da notícia
- O arquiteto feirense Danilo Andrade Freitas é autor da obra “Flor do Tempo”, instalada no Memorial da Pandemia no Rio de Janeiro.
- O monumento homenageia as mais de 700 mil vítimas da Covid-19 e simboliza elementos como o SUS, a ciência e a união da sociedade durante a pandemia.
- A instalação utiliza estruturas inspiradas em uma flor para representar os anos da pandemia e o impacto da doença em todo o país.
Criado como um gesto de reconstrução da memória pública e de compromisso com a vida, em homenagem às mais de 700 mil vítimas da Covid-19, o Memorial da Pandemia, localizado no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS) no Rio de Janeiro, carrega traços de um filho de Feira de Santana, primeira cidade do nordeste brasileiro a registrar um caso confirmado da doença em março de 2020.
O arquiteto e artista plástico Danilo Andrade Freitas assina a instalação ‘Flor do Tempo’, vencedora do concurso do Ministério da Saúde e uma das obras que integram o espaço, reaberto no mês de abril de 2026. Ao T Notícias, o artista explicou que a obra, composta por alumínio naval e uma base de granito, utiliza-se das principais partes de uma flor para fazer uma alusão as vítimas da pandemia.
“Na base do monumento temos cinco blocos em concreto revestidos em granito. O bloco central que fica no eixo representa os meios de comunicação, os blocos do perímetro representam cada ano da pandemia, cada um deles, temos volumes e proporções diferentes, que representa o número de óbitos de cada ano”, explicou artista.
“Este conjunto também funciona como uma bússola, tem a direção norte, sul, leste e oeste representando, que foi em todo território nacional. A obra possui uma estrutura central, representando o estigma da flor, fazendo referência ao Sistema Único de Saúde (SUS) com lugar de destaque, uma vez que a resiliência do SUS contribuiu de forma decisiva para o combate ao vírus”, resumiu o autor.
Freitas também destacou o papel importante da ciência e dos profissionais de saúde durante a pandemia. “Foi crucial [ciência] ao trabalho de todos os profissionais no período. Temos as pétalas, representadas pela imagem de indivíduos unidos, fazendo referência à união de toda a sociedade no enfrentamento do período pandêmico”, disse o arquiteto.
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Danilo tem obra no centro de Feira de Santana
Presente neste espaço importante de resgate de memória nacional, o traço de Danilo pode ser observado também no centro de Feira de Santana. É dele a obra ‘O Vaqueiro’, localizada no monumento instalado no canteiro central da Rua Olímpio Vital, prolongamento da Avenida Getúlio Vargas.
Além desta homenagem às raízes sertanejas, Danilo é ator do protótipo de uma sanfona gigante, que pode ganhar vida no espaço conhecido como Terreiro do Forró, em Patos, na Paraíba. Danilo também ficou em terceiro lugar no concurso promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que escolheu um novo monumento para o Fórum de Campo Grande, que substituirá a estátua de Thêmis, a Deusa da Justiça.
Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19
Danilo Freitas participou na última segunda-feira (11), em Brasília, da sanção do Projeto de Lei nº 2.120/2022, que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. O ato contou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A data escolhida para homenagear as mais de 700 mil vidas perdidas na pandemia, 12 de março, faz referência ao registro da primeira morte por Covid-19 no Brasil.
Covid-19 em Feira de Santana
Em Feira de Santana, segundo dados da Prefeitura, foram mais de 85 mil pessoas infectadas no município. Destas, 1.133 morreram e cerca de 83 mil se recuperaram. Feira de Santana atingiu o maior pico de contaminação da Covid-19 em fevereiro de 2022, com 8.972 exames positivos.
Em 6 de março de 2020, Feira de Santana confirmava o primeiro caso da Covid-19. Uma paciente de 34 anos de idade, na época, contraiu o vírus na Itália, onde visitou as cidades de Milão e Roma. Ao desembarcar em Salvador, no dia 25 de fevereiro, ela buscou atendimento em uma clínica para tratamento pulmonar.
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