Arroba do boi sobe para R$ 330 em Feira de Santana e confirma tendência de alta no início de 2026
Feira de Santana

Arroba do boi sobe para R$ 330 em Feira de Santana e confirma tendência de alta no início de 2026

Arroba do boi sobe para R$ 330 em Feira de Santana e confirma tendência de alta no início de 2026 Foto: Divulgação

Resumo da notícia

  • O preço divulgado pela Cooperfeira fechou a semana em R$ 330,00, alta de 3,13% em relação à anterior. Desde o início do ano, o mercado registra avanço gradual e consistente.
  • Diferente de 2025, quando houve picos e oscilações intensas, 2026 apresenta preços firmes e crescimento moderado. No começo do ano, a arroba estava em R$ 310,00 e encerrou o mês a R$ 320,00.
  • Segundo a Cooperfeira, a demanda interna estável, o aumento das exportações — especialmente para a Ásia — e a menor oferta de animais para abate explicam a valorização. A expectativa é de manutenção da firmeza nos próximos meses.

O preço da arroba do boi gordo divulgado nesta semana pela Cooperfeira fechou em R$ 330, registrando alta de 3,13% em relação à semana passada. O novo valor consolida um movimento de firmeza observado desde o início do ano e reforça uma tendência de leve alta, mesmo em um período que historicamente costuma apresentar preços mais acomodados.

No início do ano, a arroba estava custando R$ 310 e fechou em R$ 320 no final do mês. Na comparação com 2025, o comportamento chama atenção: no mesmo período do ano passado, os preços eram mais baixos e o mercado apresentava maior pressão de oferta. Já no segundo semestre de 2025, a arroba atingiu picos elevados, mas com oscilações mais intensas. Em 2026, o cenário é de preços firmes e avanço gradual, sem movimentos bruscos.

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Segundo a análise da Cooperfeira, a sustentação dos preços está diretamente ligada à demanda interna estável, ao crescimento das exportações — especialmente para o mercado asiático — e à oferta mais ajustada de animais prontos para abate. Mesmo sem expansão significativa do poder de compra do consumidor, o consumo se mantém em função da menor disponibilidade de carne no mercado interno.

Para Agenor Campos, diretor da Cooperfeira, o comportamento atual foge do padrão histórico. Ele avalia que a alta ocorre em um período tradicionalmente mais fraco, influenciado pelo início do ano e pela Quaresma, mas que o volume de carne exportada vem crescendo acima do normal, reduzindo a oferta interna.

A Cooperfeira informa que seguirá monitorando o mercado semana a semana e avalia que, mantidas as atuais condições de oferta e o ritmo das exportações, o mercado deve permanecer firme, com possibilidade de novos ajustes nos próximos meses.

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