Associação de professores da UEFS manifestam solidariedade a paralisação de oficineiros do CUCA
Por Hamurabi Dias | 20/05/2025 09:44 e atualizado em 20/05/2025
Foto: Divulgação
Desde segunda-feira (19), docentes credenciadas (os), que realizam as oficinas no Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA) da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), estão com as atividades paralisadas em decorrência do atraso no pagamento de salários, mas, também por outras pautas, como a necessidade de reajuste nos valores recebidos pela hora-aula e adequações em termos do contrato firmado que fragilizam o vínculo empregatício, deixando as (os) docentes em situação de maior vulnerabilidade. Em comunicado à gestão, a categoria informou sobre a paralisação que foi iniciada com previsão para encerrar no próximo sábado (24), caso as discussões avancem.
A Associação de Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Adufs) se solidariza com a situação de professoras e professores do CUCA na defesa de melhores condições para a classe trabalhadora, que vem sendo cada vez mais punida com a flexibilização das relações trabalhistas.
Em nota, a UEFS afirmou que o pagamento referente ao mês de março deve ocorrer esta semana e que “desde o início da contratação, os prestadores vêm sendo comunicados pela diretoria e coordenações da unidade — por meio de reuniões e e-mails — sobre a possibilidade de eventuais ajustes legais nos contratos impactarem o cronograma de repasses”. Ocorre que, segundo relatos, os atrasos são frequentes e há certa dificuldade em estabelecer um diálogo com a Administração. Como exemplo, foi citado uma tentativa de dialogar sobre as questões, em data anterior ao movimento de paralisação, mas o retorno teria sido de que só haveria a possibilidade de discussão após a realização do Festival de Sanfoneiros, marcado para o dia 23 de maio. Na última sexta-feira (16), após conhecimento sobre a mobilização das (os) professoras (es), uma reunião foi convocada pela Administração, em caráter emergencial, no entanto, as (os) docentes afirmaram que a participação foi inviabilizada por falta de uma organização prévia.
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As (os) docentes reconhecem os esforços da gestão para sanar as questões relativas ao atraso no pagamento, mas solicitaram uma reunião para esta terça-feira (20) para discutir também as outras pautas, sobretudo, a relativa ao reajuste da hora-aula, definida pelas (os) profissionais como insustentáveis para cobrir as despesas feitas para realizar o trabalho, o que inclui alimentação e deslocamento. Ainda não houve retorno da UEFS sobre o encontro.
As atividades realizadas no CUCA cumprem um importante papel social ao beneficiar a população de modo geral. Somente no início deste ano, foram abertas mais de 800 vagas para matrículas em oficinas de diversas áreas artísticas, com valores acessíveis e possibilidade de isenção parcial no pagamento. Oferecer condições dignas de atuação para as(os) profissionais que realizam este trabalho é fundamental para a garantia da continuidade dos serviços.
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