Audiência pública discute implantação de modelo para ressocialização de presos sem emprego de Polícia Penal em Feira de Santana
Feira de Santana

Audiência pública discute implantação de modelo para ressocialização de presos sem emprego de Polícia Penal em Feira de Santana

Audiência pública discute implantação de modelo para ressocialização de presos sem emprego de Polícia Penal em Feira de Santana Foto: Divulgação/Instagram/@cpfs_seap.ba

Resumo da notícia

  • O Ministério Público da Bahia realizará uma audiência pública para discutir a implantação da Apac no município, com participação de órgãos do sistema de justiça e sociedade civil, destacando os benefícios do modelo na ressocialização de condenados.
  • Estudos e experiências anteriores mostram que o modelo Apac possui índices de reincidência significativamente menores (em torno de 15%, chegando a 3% em unidades femininas), o que motivou sua expansão na Bahia e em nível nacional desde 2022.
  • A Apac é uma entidade sem fins lucrativos que promove a ressocialização por meio do trabalho, estudo, espiritualidade e apoio familiar, sem presença de policiais penais, sendo os próprios recuperandos corresponsáveis pela sua recuperação.

O Ministério Público da Bahia promoverá, nesta sexta-feira (8) audiência pública para discutir com a sociedade a metodologia e a implantação da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) no município de Feira de Santana.

O encontro acontecerá às 9h, na sede do MPBA local (Av. Presidente Dutra, n° 2004, bairro Santa Mônica), e será realizado em conjunto com o Tribunal de Justiça, Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados(Fbac) e Defensoria Pública do Estado. O objetivo é debater o modelo, que é reconhecido por sua eficácia na ressocialização e pelo baixo índice de reincidência.

O MPBA tem promovido discussões públicas para explicar o modelo e mostrar os benefícios que ele tem o potencial de gerar. Em junho deste ano, foram realizadas audiências públicas nos municípios de Ilhéus e Itabuna, quando promotores de Justiça, juízes, defensores públicos e demais integrantes do Sistema de Justiça, representantes da sociedade civil e especialistas na área penal discutiram sobre a Apac no estado da Bahia. Nessas ocasiões, a promotora de Justiça Márcia Munique Andrade de Oliveira, integrante do Grupo de Atuação Especial de Execução Penal do MPBA (Gaep), realizou um comparativo entre os modelos prisionais a partir de índices, indicando que a reincidência no modelo Apac é menor em comparação ao sistema prisional tradicional. ‘’Os índices de reincidência no modelo Apac giram em torno de 15%, chegando a apenas 3% em unidades femininas, enquanto no sistema prisional tradicional esse número pode ultrapassar os 70%’’, destacou.

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O tema ganhou relevância nacional quando, em agosto de 2022, a Comissão do Sistema Prisional, Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (CSP) do CNMP , desenvolveu, em parceria com a Fbac, o projeto ‘Difusão do Método Apac’, buscando fomentar um maior engajamento dos membros do Ministério Público na implementação das Associações de Proteção e Assistência aos Condenados, por meio da disseminação da sua metodologia e da promoção da expansão do método em nível nacional.

Sobre a Apac

A Apac é uma entidade civil sem fins lucrativos que se dedica à ressocialização de presos. Atua em parceria com os Poderes Judiciário e Executivo, oferecendo aos condenados a oportunidade de cumprir suas penas em um ambiente mais humano e com foco na reintegração social. O método, difundido em Minas Gerais e já presente em 69 unidades no Brasil, sendo 49 apenas no estado de Minas, tem como pilares o trabalho, estudo, o envolvimento da família, a espiritualidade e o apoio mútuo entre os recuperandos. Diferentemente das prisões comuns, nas unidades da Apac não há presença de policiais penais, pois os próprios recuperandos assumem a corresponsabilidade pela recuperação.

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