Audiências da Operação El Patrón começam em Feira de Santana
Por Redação | 23/09/2025 19:43 e atualizado em 23/09/2025
Foto: Divulgação | Foto: Agência ALBA
Resumo da notícia
- As sessões de instrução e julgamento da Operação El Patrón começaram em Feira de Santana, envolvendo o deputado estadual Binho Galinha, sua esposa Mayana Cerqueira e o filho João Guilherme; audiências devem ocorrer até quinta-feira (25), das 8h às 18h.
- A operação, deflagrada em dezembro de 2023 pela Polícia Federal, apura lavagem de dinheiro, agiotagem, jogo do bicho, receptação e desmanche de veículos; prisões, bloqueios de contas e sequestros de imóveis já foram realizados, com desdobramentos ao longo de 2024.
- A defesa contestou provas do Coaf, que chegaram a ser anuladas pelo STJ, mas tiveram validade restabelecida pelo STF; superados os obstáculos jurídicos, a Justiça baiana deu início à fase de instrução do processo.
As audiências de instrução e julgamento da Operação El Patrón tiveram início nesta terça-feira (23), na 1ª Vara Criminal de Feira de Santana, e devem se estender até a próxima quinta-feira (25). O processo tem entre os réus o deputado estadual Binho Galinha (PRD), a esposa Mayana Cerqueira e o filho João Guilherme. A expectativa é de que dezenas de testemunhas e acusados sejam ouvidos ao longo dos três dias, sempre das 8h às 18h.
Deflagrada em 7 de dezembro de 2023 pela Polícia Federal, a Operação El Patrón apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de praticar lavagem de dinheiro, agiotagem, jogo do bicho, receptação qualificada e desmanche de veículos em Feira de Santana e região. Na ocasião, foram cumpridos mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias, sequestro de imóveis e suspensão de atividades empresariais ligadas aos investigados.
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Ao longo de 2024, a operação teve novos desdobramentos, como a prisão da esposa do deputado, o afastamento de policiais militares e a transferência de três deles para presídios federais em janeiro, após suspeitas de movimentações financeiras incompatíveis com seus rendimentos. Em dezembro, o Ministério Público da Bahia denunciou quatro pessoas por obstrução de justiça, acusadas de destruir provas digitais e tentar atrapalhar o andamento da investigação.
Em 2025, a defesa de Binho Galinha passou a questionar provas obtidas a partir de relatórios do Coaf. Em junho, o STJ anulou o uso desses documentos. Pouco depois, em agosto, o ministro Cristiano Zanin, do STF, reverteu a decisão e restabeleceu a validade dos relatórios, citando o entendimento já consolidado da Corte sobre o compartilhamento de informações financeiras. No início de setembro, a Primeira Turma do Supremo rejeitou um recurso da defesa, mantendo a legalidade das provas.
Com os obstáculos superados, a Justiça da Bahia chegou à etapa de instrução, que começou nesta terça-feira (23) em Feira de Santana. Até o momento, não houve confirmação oficial sobre a presença do deputado e de seus familiares no primeiro dia de audiência.
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