Bahia gerou 14.008 novos postos de trabalho em março de 2026, segundo CAGED
Por Hamurabi Dias | 01/05/2026 17:04 e atualizado em 01/05/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- A Bahia gerou 14.008 empregos formais em março, terceiro mês seguido de saldo positivo e o melhor resultado de 2026 no estado.
- O setor de Serviços liderou a criação de vagas, seguido por Construção, Indústria e Agropecuária; apenas o Comércio teve saldo negativo.
- No acumulado do ano, o estado soma 28.058 novos postos, com crescimento acima do Nordeste, mas levemente abaixo da média nacional.
Em março, a Bahia gerou 14.008 postos com carteira assinada (diferença entre 97.206 admissões e 83.198 desligamentos). Trata-se do terceiro mês seguido com saldo positivo. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O saldo de março se revelou superior ao de fevereiro (+7.602 postos) e também o maior do ano no estado até agora. No comparativo anual, o resultado também se mostrou maior do que o de março do ano passado (+3.701 postos). A Bahia, assim, passou a contar com 2.260.282 vínculos celetistas ativos, uma variação positiva de 0,62% sobre o quantitativo do mês anterior.
Na Bahia, em março, quatro das cinco grandes atividades registraram saldo positivo. O segmento de Serviços (+8.872 vagas) foi o que mais gerou postos. Em seguida vieram Construção (+2.831 vagas), Indústria geral (+2.183 vínculos) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+156 empregos). O setor de Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-33 postos), portanto, foi aquele com supressão líquida de postos.
No mês, o Brasil computou um saldo de 228.208 novas vagas, enquanto o Nordeste registrou uma geração líquida de 25.138 postos – oscilações de +0,47% e +0,30% sobre o estoque do mês anterior, respectivamente. A Bahia (+0,62%), portanto, exibiu um aumento relativo maior que o da região nordestina e que o do país.
Das 27 unidades federativas, houve crescimento do emprego celetista em 24 delas, em março. A Bahia exibiu o sexto maior saldo do país. Em termos relativos, a unidade baiana situou-se na décima posição.
No Nordeste, apenas dois estados não experimentaram alta do emprego formal. Em termos absolutos, a Bahia ocupou a primeira colocação entre as unidades nordestinas. Em termos relativos, por outro lado, o estado baiano situou-se na segunda posição.
Acumulado do Ano
No agregado do ano, de janeiro a março, a Bahia preencheu 28.058 novas vagas, aumento de 1,26% em relação ao total de vínculos do começo do ano.
Segundo o especialista em produção de informações econômicas, sociais e geoambientais da SEI, Luiz Fernando Lobo, “a geração de postos de trabalho com registro em carteira na Bahia continua evidenciando alguma perda de fôlego em 2026, visto que o saldo acumulado de janeiro a março deste ano, com pouco mais de 28 mil novos postos, se mostrou inferior ao resultado para o mesmo conjunto de meses do ano passado, quando 33.014 novos vínculos empregatícios foram estabelecidos”.
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De janeiro a março, quatro dos grandes grupamentos registraram resultado positivo. O setor de Serviços (+17.783 vagas) foi o de maior saldo. Em seguida, Construção (+7.632 empregos), Indústria geral (+3.763 vínculos) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+2.021 empregos) também foram responsáveis pelo surgimento de vagas. No caso, apenas Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-3.140 vagas) registrou perda líquida de postos no ano.
O crescimento do emprego também foi observado no Brasil e no Nordeste no ano, com 613.373 e 49.630 novas vagas, respectivamente – altas de 1,27% e 0,60% em relação ao quantitativo do início de 2026. A Bahia (+1,26%), dessa forma, exibiu um crescimento relativo maior do que o do Nordeste, mas ligeiramente menor do que o do país.
No acumulado do ano, 25 unidades federativas contaram com aumento de empregos celetistas. A Bahia exibiu o sétimo maior saldo agregado do país e o maior do Nordeste. Em termos relativos, a Bahia se posicionou na 14ª colocação no país e na segunda posição na região nordestina.
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