Bets deixam de operar no Brasil nesta terça, 6; veja como recuperar dinheiro que ficou nas contas
Por Yasmin Mota | 06/10/2026 10:03 e atualizado em 06/10/2026
Foto: Freepik
Resumo da notícia
- O prazo para sacar diretamente valores em plataformas de apostas termina às 23h59 desta segunda-feira (5). A partir da meia-noite, sites e aplicativos atingidos pela medida deverão ser bloqueados no Brasil.
- Quem não conseguir sacar até o prazo não perderá o dinheiro. As empresas deverão informar aos bancos, entre quarta (7) e quinta-feira (8), os saldos individualizados por CPF. Os pagamentos estão previstos para ocorrer entre 9 e 14 de outubro. Caso não sejam concluídos, a Caixa Econômica Federal fará a intermediação.
- A medida também encerra publicidade e patrocínios das bets afetadas. O governo afirma que a decisão busca proteger as famílias e combater o endividamento. Entidades do setor, porém, contestam a medida e alegam que o bloqueio de empresas regulamentadas pode favorecer plataformas clandestinas.
O prazo para sacar diretamente o dinheiro disponível em plataformas de apostas termina às 23h59 desta segunda-feira (5). A partir da meia-noite, sites e aplicativos de bets atingidos pela medida de encerramento deverão deixar de funcionar no Brasil.
Apesar do fim do período para retirada direta, os apostadores que não conseguirem sacar os valores até o horário limite não perderão o dinheiro. Os saldos que permanecerem nas plataformas deverão ser identificados pelas empresas e devolvidos posteriormente por meio das instituições financeiras.
Entre quarta (7) e quinta-feira (8), as operadoras deverão comunicar aos bancos os valores pertencentes a cada usuário, com os saldos individualizados por CPF. A previsão é que as instituições financeiras façam os pagamentos entre os dias 9 e 14 de outubro.
Caso a devolução não seja concluída nesse intervalo, os recursos serão encaminhados à Caixa Econômica Federal, que ficará responsável por intermediar o pagamento. De acordo com o governo, o dinheiro continuará pertencendo aos respectivos apostadores durante todo o processo.
Plataformas serão bloqueadas
A partir da 0h desta terça-feira (6), os sites e aplicativos incluídos na proibição deverão ficar indisponíveis no país. O bloqueio envolverá os órgãos responsáveis pela infraestrutura de internet e também as lojas de aplicativos.
O processo de encerramento teve início em 25 de setembro, quando entrou em vigor a medida que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa. Desde então, as plataformas ficaram impedidas de receber novos depósitos, mas continuaram acessíveis para permitir a retirada dos valores existentes nas contas.
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Durante o período de transição, o governo também ampliou as ações contra operações consideradas clandestinas. Para os usuários das empresas que estavam autorizadas a operar, a orientação é priorizar o saque diretamente nas plataformas até o fim desta segunda-feira.
Publicidade também será encerrada
O fim do prazo nesta segunda-feira também afeta as ações publicitárias relacionadas às bets. As empresas deverão interromper a veiculação de campanhas e retirar materiais publicitários que ainda estavam permitidos durante o período de transição.
Desde a publicação da medida, novas contratações envolvendo publicidade, patrocínio ou promoção comercial do setor já estavam proibidas. Os contratos firmados anteriormente puderam permanecer ativos somente até esta segunda.
A mudança também terá impacto sobre o futebol brasileiro, que passou a contar com as casas de apostas como uma das principais fontes de patrocínio nos últimos anos. Clubes que possuem contratos com empresas do setor terão de retirar as marcas e buscar alternativas para compensar a perda dessas receitas.
Medida integra pacote do governo
O encerramento das operações foi anunciado pelo governo federal como parte de um conjunto de medidas voltadas à proteção financeira das famílias e ao combate ao endividamento.
Entre os estudos utilizados nas discussões sobre o setor está um levantamento do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), em parceria com o Centro Internacional Celso Furtado. A pesquisa estimou uma perda líquida de R$ 62,5 bilhões das famílias brasileiras com apostas durante 2025.
O cálculo considera a diferença entre o dinheiro enviado às plataformas e os valores que retornaram aos usuários. A metodologia, no entanto, foi contestada por representantes do mercado de apostas.
Entidades que representam o setor também criticaram a decisão de encerrar as operações e afirmaram que a retirada das empresas regulamentadas poderia favorecer plataformas clandestinas. Associações ligadas às casas de apostas anunciaram medidas judiciais contra a proibição.
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