Bilhetes apreendidos em presídio deram origem à investigação que levou à prisão de Deolane
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Bilhetes apreendidos em presídio deram origem à investigação que levou à prisão de Deolane

Bilhetes apreendidos em presídio deram origem à investigação que levou à prisão de Deolane Foto: dra.deolanebezerra/Instagram

Resumo da notícia

  • Bilhetes com ordens internas do Primeiro Comando da Capital apreendidos em 2019 deram origem à investigação que resultou na Operação Vérnix, realizada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo.
  • As investigações apontam que a influenciadora Deolane Bezerra teria recebido recursos ligados a um esquema de lavagem de dinheiro associado à facção criminosa.
  • A operação cumpriu mandados de prisão, bloqueou mais de R$ 327 milhões e apreendeu veículos de luxo e imóveis ligados aos investigados.

Bilhetes com ordens internas do Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, deram início à investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os documentos não mencionavam diretamente a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa durante a operação, mas serviram como ponto de partida para rastrear um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.

As investigações apontam que Deolane teria recebido recursos provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, sediada em Presidente Venceslau. De acordo com a polícia, os valores eram pulverizados entre contas bancárias para dificultar o rastreamento, e duas dessas contas estariam registradas em nome da influenciadora.

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Também foram alvos da operação Marco Herbas Camacho, apontado como chefe da facção e preso na Penitenciária Federal de Brasília, além de seu irmão Alejandro Camacho e outros familiares suspeitos de atuar como intermediários financeiros do grupo.

A Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva, determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões e a apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

Segundo o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Lincoln Gakiya, as cartas apreendidas em 2019 levaram os investigadores até uma transportadora que seria controlada pela família Camacho e usada para movimentar recursos ilícitos.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que a quebra dos sigilos bancário e fiscal indicou uma ligação da influenciadora com estruturas financeiras do crime organizado. A defesa de Deolane ainda não se pronunciou sobre as novas acusações.

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