Brasil já registrou 81 casos do vírus mpox em 2026
Por Yasmin Mota | 24/02/2026 12:31 e atualizado em 24/02/2026
Foto: IOC/ Fiocruz
Resumo da notícia
- O país já registrou 81 casos de mpox neste ano, sendo 57 em São Paulo, segundo o Ministério da Saúde. Em 2025, foram 1.079 casos e duas mortes.
- A Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou na Índia e no Reino Unido uma nova cepa recombinante dos clados 1b (associado a casos mais graves) e 2b (ligado a quadros mais leves e ao surto de 2022).
- A mpox é transmitida principalmente por contato próximo com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados. Higienização das mãos, evitar compartilhar objetos pessoais e isolar casos suspeitos são medidas essenciais de prevenção.
O Brasil registrou 81 casos de mpox desde o ínicio de 2026, sendo que 57 deles estão em São Paulo, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2025, foram registrados no país 1.079 casos e duas mortes.
Neste mês, a OMS (Organização Mundial de Saúde) detectou, na Índia e no Reino Unido, outros dois casos de uma nova variante do mpox, uma cepa recombinante dos claros 1b e 2b.
O clado 1b é subvariante do clado 1, que é historicamente associado a quadros mais graves da doença. Já o clado 2b, é subvariante do clado 2, responsável por casos mais leves da doença, e pelo surto da doença em 2022.
Além de São Paulo, outros casos foram confirmados no Rio de Janeiro (13), Distrito Federal (1), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2) e Paraná (1).
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O que é a mpox?
Conhecida anteriormente como “monkeypox” (varíola dos macacos, em português), a infeccção é causada pelo vírus Mpox, pertencente à família do gênero orthopoxvirus, o mesmo da varíola.
Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dor de cabeça, dor no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos. Se evoluir para a chamada fase eruptiva, surgem também lesões na pele que podem ocorrer na face, região genital, perianal, palmas de mão e do pé e mucosa.
A transmissão entre seres humanos ocorre, principalmente, por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.
Prevenção
Para prevenir a contaminação, algumas condutas são essenciais: higienizar as mãos com água e sabão e usar álcool em gel, não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais, evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele.
Em caso de suspeita, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação. Se o diagnóstico for confirmado, a orientação é adotar medidas preventivas para evitar a transmissão da doença, manter isolamento imediato e iniciar cuidado clínico individualizado.
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