Brasil nega visto para servidores dos Estados Unidos que queriam monitorar urnas
Por Hamurabi Dias | 26/07/2026 11:31 e atualizado em 26/07/2026
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Resumo da notícia
- O governo brasileiro recusou autorizar a entrada de dois funcionários norte-americanos que pretendiam visitar o país para tratar de liberdade de expressão e eleições.
- As autoridades brasileiras consideraram que a visita poderia ter caráter político após reuniões de diplomatas com políticos que levantaram questionamentos sobre as urnas eletrônicas.
- O Tribunal Superior Eleitoral afirmou que as urnas brasileiras não utilizam equipamentos ou softwares da empresa venezuelana Smartmatic e destacou a segurança do sistema eleitoral.
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro confirmou no sábado (25) a negativa do governo de autorizar vistos a dois funcionários norte-americanos: o subsecretário do Departamento de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson.
Os vistos foram negados na sexta-feira (24).
O governo brasileiro tomou conhecimento do interesse do Departamento de Estado norte-americano de enviar dois funcionários para o Brasil. Eles queriam conversar com autoridades eleitorais para discutir liberdade de expressão relacionada às eleições de outubro.
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Chamou a atenção das autoridades brasileiras que o pedido de visto veio na sequência de evento em que políticos brasileiros se reuniram com diplomatas para levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas. O governo considerou como instrumentalização política a visita nesse contexto eleitoral e decidiu negar os vistos.
O questionamento às urnas eletrônicas voltou a ganhar destaque após o pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), divulgar informação falsa sobre as urnas brasileiras.
Ele afirmou nessa segunda-feira (21), durante o evento com diplomatas em Brasília, que os equipamentos brasileiros seriam da empresa venezuelana Smartmatic – sem apresentar provas.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, nesta quarta-feira (22), a informação de que a empresa venezuelana Smartmatic forneceu urnas eletrônicas ou softwares utilizados nos equipamentos eleitorais do Brasil. Segundo o tribunal, as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral. Além disso, elas são produzidas sob “direta coordenação” dos servidores do TSE por empresas selecionadas por licitações públicas com ampla concorrência, “o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral”.
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