Brasil suspende importações de cacau da Costa do Marfim; articulação foi liderada pela Bahia
Por Hamurabi Dias | 24/02/2026 15:37 e atualizado em 24/02/2026
Foto: Jean Vagner/Ascom/SEI
Resumo da notícia
- O Ministério da Agricultura e Pecuária suspendeu, por prazo indeterminado, as importações de cacau da Costa do Marfim, após nova análise de risco fitossanitário realizada por missão técnica brasileira entre 1º e 14 de fevereiro. O relatório final deve ser divulgado até o fim da semana.
- A articulação contou com atuação da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (FAEB) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que já haviam apresentado preocupações sanitárias ao ministério e solicitado revisão da Análise de Risco de Pragas (ARP).
- Segundo o presidente do Sistema FAEB/SENAR, Humberto Miranda, a decisão segue critérios técnicos e científicos previstos nos protocolos de defesa agropecuária. A FAEB também acompanha discussões sobre revisão do drawback na importação e estudo sobre formação do preço interno do cacau.
O Ministério da Agricultura e Pecuária suspendeu, por prazo indeterminado, as importações de cacau provenientes da Costa do Marfim para o Brasil. A medida, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24), é baseada em uma nova análise de risco fitossanitário realizada pela missão técnica brasileira no país africano, entre os dias 1 e 14 de fevereiro, cujo relatório deve ser divulgado até o final desta semana.
O tema vem sendo acompanhado com rigor e atenção pela Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (FAEB) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que participaram de reunião técnica com o Ministério da Agricultura, em novembro, quando foram apresentadas preocupações relacionadas à sanidade vegetal e solicitada a revisão da Análise de Risco de Pragas (ARP).
De acordo com o presidente do Sistema FAEB/SENAR, Humberto Miranda, a decisão decorre de um processo técnico conduzido pelas autoridades sanitárias brasileiras.
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“O envio da missão e a publicação da medida refletem o funcionamento dos protocolos de defesa agropecuária, que têm como base critérios técnicos e científicos. Trata-se de um procedimento previsto para avaliar riscos e subsidiar as decisões relacionadas ao comércio internacional de produtos agrícolas”, afirmou.
Segundo ele, a FAEB também segue atuando em duas frentes: a revisão do drawback na importação e a um estudo sobre a formação do preço interno do cacau e uma eventual carteirização no setor.
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