Brasileira segue presa em penhasco na Indonésia; autoridades avaliam resgate aéreo em meio a condições extremas
Por Dandara Barreto | 23/06/2025 12:48 e atualizado em 24/06/2025
Foto: Reprodução
Resumo da notícia
- A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, foi encontrada presa em um penhasco no Monte Rinjani, na Indonésia, após três dias desaparecida. Ela foi avistada por um drone em uma área de difícil acesso, a cerca de 500 metros de profundidade.
- Equipes de resgate enfrentam terreno rochoso, neblina densa e riscos operacionais, o que tem dificultado a aproximação. Estratégias alternativas, como o uso de helicóptero com resgate vertical, estão sendo avaliadas, mas dependem de condições climáticas favoráveis.
- O caso ganhou repercussão após denúncias da família sobre falhas nas buscas. Alpinistas experientes se uniram à missão com equipamentos específicos, e uma nova tentativa de resgate está prevista para o amanhecer.
A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, foi localizada neste domingo (23) em uma área de difícil acesso no Monte Rinjani, na Indonésia, após cair de uma trilha durante uma expedição. De acordo com o Parque Nacional do Monte Rinjani, ela foi avistada por um drone presa em um penhasco rochoso a cerca de 500 metros de profundidade, em uma posição descrita como “visualmente imóvel”.
A identificação visual da jovem marca o primeiro avanço concreto após três dias sem informações precisas sobre seu paradeiro ou estado de saúde. Segundo a equipe de resgate, às 6h30 (horário de Brasília), o monitoramento com drone confirmou a presença de Juliana, mas as equipes ainda não conseguiram alcançá-la devido às condições do terreno.
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“Dois grupos foram enviados para tentar chegar ao local e instalar um ponto de ancoragem a cerca de 350 metros de profundidade”, informou o Parque em nota. No entanto, grandes saliências rochosas impediram o avanço e colocaram em risco a operação, obrigando os socorristas a recuar por questões de segurança. A densa neblina também comprometeu a visibilidade e dificultou o acesso.
Às 14h30 (Brasília), uma reunião com o governador da província de Nusa Tenggara Barat foi realizada para discutir novas estratégias. Uma das alternativas estudadas é o uso de helicópteros com sistema de resgate vertical (Hois), dentro das chamadas 72 horas “douradas” — período considerado crucial para a sobrevivência em missões de resgate em áreas selvagens. Contudo, a instabilidade do clima ainda impede essa operação.
O chefe do escritório de resgate de Mataram, Basarnas, confirmou que o resgate aéreo é tecnicamente viável, desde que haja melhora nas condições climáticas e disponibilidade dos equipamentos corretos.
A equipe de resgate permanece mobilizada e em alerta. “A natureza deve ser respeitada, e a segurança continua sendo o principal fator”, diz o comunicado oficial.
O caso ganhou projeção internacional após familiares denunciarem nas redes sociais a interrupção das buscas e a ausência de informações seguras sobre a situação da jovem. Nesta segunda, a família informou que alpinistas experientes se uniram à missão, levando equipamentos especializados e se preparando para pernoitar no local. A expectativa é de que tentem uma nova descida ao amanhecer.
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