Câmara aprova PEC que aumenta blindagem judicial para deputados e senadores
Por Yasmin Mota | 17/09/2025 13:15 e atualizado em 17/09/2025
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Resumo da notícia
- A Câmara dos Deputados aprovou a PEC que amplia proteções judiciais a parlamentares, exigindo autorização da Câmara ou do Senado para que o STF abra processos criminais contra deputados e senadores.
- A proposta inclui regras sobre foro privilegiado e medidas cautelares, e retirou a previsão de votação secreta para abertura de processos, mantendo a votação nominal após destaque aprovado.
- A aprovação foi articulada para encerrar protestos de oposicionistas ligados a Jair Bolsonaro e teve apoio de diferentes partidos, com 353 votos no primeiro turno e 344 no segundo.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (16) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que aumenta a blindagem judicial para deputados e senadores. É a chamada PEC da Blindagem.
O texto promove uma série de alterações em temas como medidas cautelares e foro privilegiado contra deputados, senadores e presidentes de partidos. A proposta é defendida por parlamentares de diferentes espectros na Casa, em especial os do Centrão.
Os congressistas favoráveis à PEC afirmam que ela volta às regras da Constituição de 1988. Mas, na verdade, ela acrescenta novas blindagens, como a votação secreta para prisão de parlamentares.
Eram necessários 308 votos para a aprovação. O placar foi de 353 a 134 no primeiro turno. E 344 a 133 no segundo.
No fim da sessão, na madrugada desta quarta-feira (17), os deputados aprovaram um destaque – sugestão de alteração – que retirou da PEC a previsão de votação secreta para autorizar a abertura de processos contra parlamentares.
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Antes de 2001, a Constituição estabelecia que era preciso uma licença prévia da Casa Legislativa para a abertura de processo criminal contra deputados e senadores. Uma emenda constitucional derrubou essa exigência, o que permitiu a abertura de ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF) ao longo dos últimos anos contra parlamentares acusados de envolvimento em irregularidades.
Agora, segundo o texto da PEC, antes de processar um parlamentar, o STF deverá pedir autorização à Câmara e ao Senado. Mas a votação será nominal.
Negociação e motim
A aprovação da PEC foi negociada pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) para encerrar um motim de deputados da oposição que ocuparam a Mesa Diretora em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A proposta entrou em pauta no início do mês, mas não foi votada após falta de consenso sobre o texto.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), trocou o relator e nesta terça anunciou a votação da proposta.
“É um texto sem novidades, invencionismos e garante o fortalecimento do mandato parlamentar de cada um dos parlamentares desta casa. Não é uma pauta da direita ou da esquerda”, afirmou Motta.
Medidas cautelares e ações penais
A PEC explicita que os parlamentares só serão alvo de medidas cautelares expedidas pelo STF e não de instâncias inferiores.
As medidas cautelares são obrigações impostas pela Justiça a investigados e alvos de processos penais.
Como votou a bancada baiana
A maioria da bancada baiana votou a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que pretende blindar os parlamentares de processos criminais, também chamada de PEC da Blindagem, que foi aprovada em 1º turno na Câmara dos Deputados na noite desta terça-feira (16).
Caso seja aprovada, deputados e senadores só serão investigados e presos, com aval do Congresso Nacional. A proposta também determina que presidentes nacionais de partidos com representação no Parlamento tenham foto privilegiado e sejam julgados diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Veja como a bancada baiana votou:
Adolfo Viana (PSDB-BA) – votou Sim
Alex Santana (Republicanos-BA) – Abstenção
Alice Portugal (PCdoB-BA) – votou Não
Antonio Brito (PSD-BA) – votou Não
Arthur Oliveira Maia (União-BA) – votou Sim
Bacelar (PV-BA) – votou Sim
Capitão Alden (PL-BA) – votou Sim
Charles Fernandes (PSD-BA) – votou Não
Claudio Cajado (PP-BA) – votou Sim
Dal Barreto (União-BA) – votou Sim
Daniel Almeida (PCdoB-BA) – votou Não
Diego Coronel (PSD-BA) – votou Sim
Elmar Nascimento (União-BA) – votou Sim
Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) – votou Sim
Gabriel Nunes (PSD-BA) – votou Sim
Ivoneide Caetano (PT-BA) – votou Não
João Leão (PP-BA) – Ausente
João Carlos Bacelar (PL-BA) – Ausente
Jorge Solla (PT-BA) – votou Não
José Rocha (União-BA) – votou Sim
Joseildo Ramos (PT-BA) – votou Não
Josias Gomes (PT-BA) – votou Não
Leo Prates (PDT-BA) – votou Sim
Leur Lomanto Jr. (União-BA) – votou Sim
Lídice da Mata (PSB-BA) – votou Não
Márcio Marinho (Republicanos-BA) – votou Sim
Mário Negromonte Jr. (PP-BA) – votou Sim
Neto Carletto (Avante-BA) – votou Sim
Otto Alencar Filho (PSD-BA) – votou Não
Pastor Isidório (Avante-BA) – votou Não
Paulo Azi (União-BA) – votou Sim
Paulo Magalhães (PSD-BA) – votou Sim
Raimundo Costa (Podemos-BA) – votou Sim
Ricardo Maia (MDB-BA) – votou Sim
Roberta Roma (PL-BA) – votou Sim
Rogéria Santos (Republicanos-BA) – votou Sim
Valmir Assunção (PT-BA) – votou Não
Waldenor Pereira (PT-BA) – votou Não
Zé Neto (PT-BA) – votou não
Com informações do g1.
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