Câmara dos Deputados autoriza aumento de R$ 22 bilhões no gasto com servidores pelos próximos três anos
Por Yasmin Mota | 17/11/2025 10:42 e atualizado em 17/11/2025
Foto: Câmara dos deputados
Resumo da notícia
- Câmara aprova projetos que elevam gastos com servidores em até R$ 22 bilhões em três anos, incluindo reajuste de 24% para o Judiciário (2026–2028) e adicional de qualificação, com impacto anual de R$ 2,9 bi e R$ 850 mi, respectivamente.
- Medidas podem gerar efeito cascata, já que outras categorias buscam equiparação; pacote inclui PEC que garante aposentadoria integral a agentes comunitários, com custo de até R$ 11 bilhões em três anos.
- Avanço das pautas corporativas contrasta com o impasse da Reforma Administrativa, que enfrenta forte resistência política, sindical e interna no governo, especialmente em um ano pré-eleitoral.
A Câmara dos Deputados aprovou uma série de projetos que elevam o gasto com o funcionalismo em até R$ 22 bilhões nos próximos três anos, segundo técnicos do Congresso, enquanto a PEC da Reforma Administrativa enfrenta resistência. Entre as propostas em avanço estão o reajuste de 24% para servidores do Judiciário, escalonado entre 2026 e 2028, e a criação de um adicional de qualificação. As duas medidas, aprovadas em 4 de novembro, ainda dependem do Senado e devem custar R$ 2,9 bilhões anuais no reajuste e outros R$ 850 milhões ao ano no adicional.
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O impacto pode ser maior devido ao efeito cascata, já que outras categorias têm solicitado equiparações. Antes do pacote do Judiciário, deputados aprovaram PEC que garante aposentadoria integral e paritária a agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, com custo estimado de até R$ 11 bilhões em três anos. A agilidade na aprovação contrasta com o ritmo lento da Reforma Administrativa, que sofre pressão de sindicatos e retirada de assinaturas, somando pelo menos 20 pedidos formais de recuo desde o fim de outubro.
Segundo o jornal O Globo, a oposição, parte da base governista e setores do próprio Executivo divergem do texto da reforma, considerado fiscalista por críticos. A proposta enfrenta resistência adicional por ocorrer em ano pré-eleitoral, gerando temor de desgaste entre servidores. Apesar do apoio da cúpula da Câmara, há impasses sobre estabilidade, supersalários e regras de desempenho.
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