Câmara dos Deputados deve votar nesta semana em projeto que cria taxa de 4% para serviços de streaming
Por Yasmin Mota | 28/10/2025 07:44 e atualizado em 29/10/2025
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Resumo da notícia
- A Câmara dos Deputados deve votar nesta semana o projeto que cria a Condecine-Streaming, taxa de até 4% sobre a receita bruta de plataformas como Netflix e Prime Video.
- O texto amplia para 70% o limite de dedução para empresas que investirem em produções brasileiras e exige que 10% do catálogo seja composto por obras nacionais, metade delas independentes.
- Produtores e entidades do setor audiovisual criticam o projeto, alegando que o texto favorece grandes empresas de tecnologia e enfraquece acordos anteriores.
A Câmara dos Deputados deve votar ainda nesta semana o projeto que regulamenta os serviços de streaming e vídeo sob demanda (VoD) no Brasil. O texto, apresentado nesta segunda-feira (27) pelo deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), institui a Condecine-Streaming, uma nova contribuição que passará a ser cobrada de plataformas como Netflix, Prime Video e Globoplay.
A proposta prevê uma alíquota máxima de 4% sobre a receita bruta anual das empresas que faturam acima de R$ 70 milhões, enquanto as que arrecadam menos de R$ 3,6 milhões ficarão isentas. A taxa segue o mesmo modelo já aplicado a cinemas, canais de TV por assinatura e companhias de telecomunicações.
O percentual definido ficou abaixo dos 6% defendidos pelo Ministério da Cultura e acima dos 3% sugeridos pela Strima, associação que reúne as principais plataformas de streaming. “Alteramos, contudo, sua alíquota máxima de 6% para 4%, de forma a compatibilizar o fomento com a sustentabilidade econômica dos serviços”, justificou o relator.
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O projeto também amplia de 60% para 70% o limite de dedução da contribuição para empresas que investirem em produções brasileiras independentes. Segundo o texto, o objetivo é estimular a injeção direta de recursos no setor audiovisual nacional. “Essa é uma medida que permite aos provedores aplicarem diretamente os recursos em ações que fomentam o ecossistema audiovisual”, destaca o relatório.
Outra medida incluída na proposta determina que 10% do catálogo das plataformas seja formado por obras nacionais, sendo metade delas de produtoras independentes. Esses títulos deverão receber destaque nos menus e sistemas de recomendação das plataformas.
Na última semana, o movimento VOD12, que reúne produtores independentes, sindicatos e associações, divulgou uma carta criticando o relatório, afirmando que o texto cedeu à pressão das grandes empresas de tecnologia. “É grave que, depois de anos de debate e de avanços, os acordos construídos sejam abandonados em favor de uma postura suscetível aos lobbies das big techs”, diz o documento.
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