Candidatos à Presidência, Romeu Zema e Flávio Bolsonaro cometem crime eleitoral ao votar
Por Yasmin Mota | 04/10/2026 13:02 e atualizado em 04/10/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- O candidato à Presidência pelo Novo foi flagrado usando o celular dentro da cabine de votação neste domingo (4). A prática é proibida pelo TSE, e o aparelho deve ser entregue aos mesários antes do acesso à urna.
- O TRE-MG informou que os mesários foram orientados sobre a proibição e que eventuais casos serão apurados. A violação do sigilo do voto é crime eleitoral e pode resultar em até 2 anos de detenção.
- O candidato do PL à Presidência foi acusado de boca de urna após pedir votos durante uma entrevista depois de votar. A conduta ocorreu com as urnas já abertas e pode configurar crime eleitoral, conforme a Lei das Eleições e as orientações do TSE.
O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, foi visto usando o celular na cabine de votação neste domingo (4). O uso do aparelho é proibido durante o acesso à urna eletrônica, conforme as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Foto: Reprodução/Vídeo
Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que os mesários foram orientados sobre a proibição e que casos registrados serão apurados. Segundo o órgão, a violação do sigilo do voto é crime eleitoral e pode resultar em até dois anos de detenção. A equipe de Zema foi procurada, mas não respondeu até a publicação.
O eleitor pode levar o celular até a seção para apresentar o e-Título, mas deve entregá-lo aos mesários antes de entrar na cabine, mesmo que o aparelho esteja desligado. A recusa impede o voto e pode levar ao acionamento da força policial. A restrição também vale para câmeras, filmadoras e equipamentos de radiocomunicação, com exceção de tecnologias assistivas essenciais usadas por pessoas com deficiência.
Flavio Bolsonaro – crime de “Boca de Urna”
Já o candidato Flavio Bolsonaro do Partido Liberal (PL), cometeu um crime eleitoral, caracterizado como boca de urna ao pedir explicitamente votos na manhã deste domingo de eleição (4), após votar no Rio de Janeiro.

Foto: Reprodução/ Vídeo
Segundo registros da imprensa, o candidato deixou a seção eleitoral e falou com jornalistas enquanto a votação já ocorria em todo o país.
Durante a entrevista, ao criticar uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio fez um pedido direto ao eleitorado: “Peço aos brasileiros que não permitam que isso aconteça e já me deem um voto de confiança em Flávio Bolsonaro agora no primeiro turno”, afirmou o candidato.
O pedido ocorreu quando as urnas já estavam abertas. O primeiro turno das eleições de 2026 começou às 8h deste domingo, pelo horário de Brasília, e segue até as 17h.
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Em orientação publicada em 26 de setembro, o TSE afirmou que a boca de urna ocorre quando há tentativa de convencer eleitoras e eleitores a votar em determinada candidatura, partido, federação ou coligação no dia da votação.
Entre as condutas expressamente citadas pela Corte estão pedidos de voto, distribuição de propaganda, arregimentação de eleitores, uso de alto-falantes e outras formas de propaganda eleitoral.
A Lei nº 9.504/1997, conhecida como Lei das Eleições, estabelece como crime, no dia do pleito, a arregimentação de eleitor e a realização de propaganda de boca de urna.
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