“Cara que bate em mulher não precisa votar em mim”, diz Lula em convenção do PT
Por Yasmin Mota | 02/08/2026 21:57 e atualizado em 02/08/2026
Foto: Ricardo Stuckert
Resumo da notícia
- Durante a convenção do PT, o presidente interrompeu a programação para exigir maior representatividade feminina no palco e concedeu a palavra à primeira-dama, Janja Lula da Silva.
- Em discurso, Lula afirmou que o governo manterá as políticas de proteção às mulheres e disse que não abrirá mão dessa pauta por motivos eleitorais.
- O presidente condenou a violência contra as mulheres, afirmou que agressores não precisam votar nele e incentivou vítimas de violência doméstica a denunciarem os casos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou a convenção do Partido dos Trabalhadores (PT) com cobranças à própria equipe e um posicionamento firme em defesa das mulheres. Antes mesmo de iniciar seu discurso, Lula surpreendeu a organização e os convidados ao improvisar na programação oficial para exigir maior representatividade feminina no palco.
Incomodado com a ausência de falas das lideranças femininas ao longo da cerimônia, o presidente chamou a atenção da produção e fez questão de conceder a palavra à primeira-dama, Janja Lula da Silva.
Ao assumir o microfone, o presidente manteve a pauta em evidência e adotou um tom incisivo contra a violência de gênero. Durante sua declaração sobre políticas de proteção e o desenvolvimento do pacto nacional contra o feminicídio, Lula enfatizou que o governo não recuará na defesa dos direitos das mulheres por cálculo eleitoral.
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“O meu governo tem que ter coragem de dizer em alto e bom som, não tem problema perder voto. O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim, ou bate em mulher. O cara que bate em mulher não precisa votar em mim”, declarou.
Reforçando a mensagem, o presidente afirmou categoricamente que agressores de mulheres não devem contar com seu apoio ou voto, destacando ainda que “não existe contrato que permita ser dono” de ninguém e rechaçando qualquer justificativa para o controle ou abuso nos relacionamentos.
Ao final, o discurso trouxe um apelo direto para que as vítimas de violência doméstica e familiar não tenham receio de procurar ajuda e registrar denúncias contra os agressores.
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