“Cara que bate em mulher não precisa votar em mim”, diz Lula em convenção do PT
Política

“Cara que bate em mulher não precisa votar em mim”, diz Lula em convenção do PT

“Cara que bate em mulher não precisa votar em mim”, diz Lula em convenção do PT Foto: Ricardo Stuckert

Resumo da notícia

  • Durante a convenção do PT, o presidente interrompeu a programação para exigir maior representatividade feminina no palco e concedeu a palavra à primeira-dama, Janja Lula da Silva.
  • Em discurso, Lula afirmou que o governo manterá as políticas de proteção às mulheres e disse que não abrirá mão dessa pauta por motivos eleitorais.
  • O presidente condenou a violência contra as mulheres, afirmou que agressores não precisam votar nele e incentivou vítimas de violência doméstica a denunciarem os casos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou a convenção do Partido dos Trabalhadores (PT) com cobranças à própria equipe e um posicionamento firme em defesa das mulheres. Antes mesmo de iniciar seu discurso, Lula surpreendeu a organização e os convidados ao improvisar na programação oficial para exigir maior representatividade feminina no palco.

Incomodado com a ausência de falas das lideranças femininas ao longo da cerimônia, o presidente chamou a atenção da produção e fez questão de conceder a palavra à primeira-dama, Janja Lula da Silva.

Ao assumir o microfone, o presidente manteve a pauta em evidência e adotou um tom incisivo contra a violência de gênero. Durante sua declaração sobre políticas de proteção e o desenvolvimento do pacto nacional contra o feminicídio, Lula enfatizou que o governo não recuará na defesa dos direitos das mulheres por cálculo eleitoral.

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“O meu governo tem que ter coragem de dizer em alto e bom som, não tem problema perder voto. O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim, ou bate em mulher. O cara que bate em mulher não precisa votar em mim”, declarou.

Reforçando a mensagem, o presidente afirmou categoricamente que agressores de mulheres não devem contar com seu apoio ou voto, destacando ainda que “não existe contrato que permita ser dono” de ninguém e rechaçando qualquer justificativa para o controle ou abuso nos relacionamentos.

Ao final, o discurso trouxe um apelo direto para que as vítimas de violência doméstica e familiar não tenham receio de procurar ajuda e registrar denúncias contra os agressores.

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