Caso Geovane: sete policiais militares denunciados pelo Ministério Público vão a Júri na segunda, 27
Por Redação | 26/04/2026 11:57 e atualizado em 26/04/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- Sete policiais militares denunciados pelo Ministério Público da Bahia pelo homicídio de Geovane Mascarenhas irão a júri popular na segunda-feira (27), no Fórum Ruy Barbosa.
- Os acusados respondem por homicídio qualificado, roubo e, em sua maioria, ocultação de cadáver, relacionados ao crime ocorrido em agosto de 2014.
- Segundo a denúncia, a vítima foi abordada, levada em viatura, assassinada e teve o corpo queimado e abandonado, além de ter seus pertences subtraídos.
Sete policiais militares denunciados pelo Ministério Público do Estado da Bahia pelo homicídio de Geovane Mascarenhas de Santana serão submetidos a Júri popular na próxima segunda-feira (27) às 8h, no Fórum Ruy Barbosa.
Os PMs Cláudio Bonfim Borges, Jesimiel da Silva Resende, Daniel Pereira de Sousa Santos, Alan Morais Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano, Roberto dos Santos Oliveira e Jailson Gomes Oliveira serão julgados por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Eles também serão julgados por roubo qualificado pelas circunstâncias e, a exceção de Jailson Gomes Oliveira, por ocultação de cadáver.
Conforme a denúncia do MPBA, o crime ocorreu no dia 2 de agosto de 2014. Naquele dia, Geovane Mascarenhas de Santana pilotava sua motocicleta, quando foi abordado por uma guarnição da PM. Os policiais conduziram a vítima na viatura juntamente com sua motocicleta até a Rua Luiz Maria, de onde seguiram para o local em que assassinaram Geovane Mascarenhas. Ainda segundo a denúncia, os PMs atearam fogo no corpo para ocultar o cadáver e o abandonaram no Parque São Bartolomeu, subtraindo a motocicleta e o aparelho celular da vítima.
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Os policiais militares “sequestraram e mataram quem por eles foi eleito para morrer”, afirma a denúncia do MPBA, registrando que os denunciados agiram de forma a impossibilitar qualquer defesa por parte da vítima, que foi surpreendida, sem nenhuma justificativa legal, presa e mantida sob a guarda dos PMs, quando então foi morta.
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