Caso Léo Lanches: população protesta na Avenida Paralela e pede justiça
Por Yasmin Mota | 02/08/2026 10:48 e atualizado em 02/08/2026
Foto: Yasmin Mota
Resumo da notícia
- Familiares, amigos e moradores de São Cristóvão realizaram uma caminhada em Salvador para homenagear Leonardo Gil Lima e cobrar esclarecimentos sobre sua morte durante uma ação policial.
- O ato saiu do local onde Léo trabalhava, passou pela sede da 49ª CIPM e terminou na Avenida Paralela, onde manifestantes bloquearam quatro das cinco faixas da via.
- Horas antes da manifestação, representantes da Segurança Pública se reuniram com a família da vítima. A Polícia Civil e a Corregedoria da PM apuram as circunstâncias da ocorrência.
Familiares, amigos e moradores do bairro de São Cristóvão realizaram, na manhã deste sábado (1º), uma passeata em protesto pela morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como “Léo Lanches”.
Léo morreu no dia 23 de julho durante uma ação policial no bairro de São Cristóvão, em Salvador. Segundo relatos de moradores, a comunidade estava sem energia elétrica quando equipes policiais entraram na região. Eles afirmam que a vítima era trabalhadora e pai de família.
O ato teve início na Rua Lauro de Freitas, em frente ao estabelecimento onde a vítima trabalhava, e seguiu em direção à sede da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), localizada na Avenida São Cristóvão.
Na sequência, o grupo seguiu em direção à Avenida Paralela, permanecendo em frente ao Parque de Exposições, onde fechou quatro das cinco faixas da via. Na semana passada, após o ocorrido, manifestantes também interditaram a avenida em protesto.
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Última homenagem
A caminhada teve como objetivo prestar homenagens ao vendedor autônomo e protestar contra a conduta dos agentes envolvidos na ação policial, lotados na própria unidade da Polícia Militar para onde o grupo se deslocou. O ato mobilizou dezenas de pessoas, com faixas e cartazes pedindo celeridade e transparência nas investigações.
Encontro com representantes da Segurança Pública
O protesto ocorre horas após a cúpula da Segurança Pública da Bahia, incluindo os secretários Marcelo Werner (SSP) e Felipe Freitas (SJDH), reunir-se com a família de Leonardo para apresentar o andamento do inquérito instaurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as providências administrativas adotadas pela Polícia Militar e alinhar um plano de assistência aos parentes da vítima.
A Polícia Civil também instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte, enquanto a Corregedoria da Polícia Militar abriu uma investigação para analisar a atuação dos agentes envolvidos.
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