Caso Lucas Terra: pastores são condenados a 21 anos de prisão
Por Dandara Barreto | 28/04/2023 09:24 e atualizado em 02/08/2024
Foto: reprodução
Os pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido da Silva foram condenados a 21 anos de prisão em regime fechado, pela morte do adolescente Lucas Terra, que foi queimado vivo e teve o corpo abandonado em um terreno baldio da capital baiana em 2001. A sentença, que cabe recurso, foi proferida pela juíza Andréia Sarmento às 21h30, desta quinta-feira (27).
Lucas Terra foi queimado vivo em 2001 e, 22 anos após o homicídio, os acusados foram julgados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Os três agravantes para o homicídio são: o motivo torpe, o emprego do meio cruel e a impossibilidade de defesa da vítima.
O adolescente tinha 14 anos. Ele também teria sido estuprado pelos pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido da Silva, após flagrar uma relação sexual entre os dois, dentro de um templo da Igreja Universal do Reino de Deus, na capital baiana.
Nove das 10 testemunhas de acusação foram ouvidas – uma delas já havia prestado depoimento na terça (25). A defesa dos réus focou em demonstrar como era a rotina dos pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido na semana que Lucas desapareceu e foi encontrado morto.
As esposas dos dois religiosos disseram que estavam com os réus no dia em que Lucas teria desaparecido, na noite de 21 de março de 2001. Além disso, um bispo e dois pastores da Igreja Universal foram ouvidos e contaram que Lucas era um jovem dedicado a religião e que os fiéis da igreja se comprometerem a procurar por ele após o desaparecimento.
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