Caso Marielle: STF inicia julgamento dos acusados por assassinato de vereadora nesta terça, 24
Por Yasmin Mota | 23/02/2026 13:42 e atualizado em 23/02/2026
Foto: Divulgação
Resumo da notícia
- A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal inicia o julgamento da ação penal sobre os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro.
- Respondem ao processo Domingos Brazão, Chiquinho Brazão, Rivaldo Barbosa, Ronald Paulo de Alves e Robson Calixto Fonseca. Eles são acusados de dois homicídios qualificados, tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves e, no caso de parte dos denunciados, associação criminosa.
- As investigações apontam que o crime teria sido motivado pela atuação política de Marielle contra interesses de milícias. O caso tramita no STF devido ao foro privilegiado de Chiquinho Brazão à época, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal inicia nesta terça-feira (24) e quarta-feira (25), em Brasília, o julgamento da ação penal que apura a responsabilidade dos apontados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro.
Respondem ao processo Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado; João Francisco Brazão, conhecido como Chiquinho, ex-deputado federal; Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil fluminense; e Ronald Paulo de Alves, ex-integrante da Polícia Militar. Eles se tornaram réus por dois homicídios qualificados e pela tentativa de matar a assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu ao atentado. O ex-assessor Robson Calixto Fonseca, apelidado de Peixe, também é acusado, ao lado dos irmãos Brazão, por associação criminosa.
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As investigações indicam que o crime teria sido motivado pela atuação política de Marielle, que contrariava interesses ligados à regularização de territórios dominados por milícias na capital fluminense.
O caso passou a tramitar no Supremo devido ao suposto envolvimento de Chiquinho Brazão, que exercia mandato na Câmara dos Deputados na época. A relatoria está sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes.
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